Conab mudará sistema para evitar furtos

Duas investigações sobre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - equivalentes a uma perda de quase R$ 3,5 milhões - foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público. Para coibir novos furtos, a empresa vai investir em segurança e propor ao governo que o produto seja segurado. Os estoques atuais valem cerca de R$ 1,24 bilhão. Os furtos mais recentes foram descobertos depois da conclusão de crimes em Minas Gerais. Um desvio fez com que a fiscalização apertasse o cerco em relação a outros produtos. A primeira fraude descoberta foi de café, no armazém de Conceição do Rio Verde. Foram 5 mil sacas roubadas desde 2001, avaliadas em R$ 1,5 milhão. Segundo a investigação interna, houve a conivência de funcionários da empresa.

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Duas investigações sobre a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) - equivalentes a uma perda de quase R$ 3,5 milhões - foram encaminhadas à Polícia Federal e ao Ministério Público. Para coibir novos furtos, a empresa vai investir em segurança e propor ao governo que o produto seja segurado. Os estoques atuais valem cerca de R$ 1,24 bilhão, informou Neila Baldi, da Gazeta Mercantil.

Atualmente, a fiscalização é feita entre duas a três vezes por ano, em um calendário de conhecimento público, mas há também vistorias aleatórias. "Estamos estudando mudar a fiscalização. Começamos mais especificamente onde há burburinho", contou o presidente da estatal, Wagner Gonçalves Rossi.

Segundo ele, no novo sistema deve haver alguma forma de controle eletrônico, inclusive com a fotografia dos documentos que "dão baixa" no produto. Outra alternativa seria um programa de seguro do estoque.

Ele garantiu que, neste ano, os 30 principais armazéns da Conab receberão projeto de engenharia para serem mais seguros e eficientes. O orçamento é de R$ 10 milhões, mas pode ser ampliado, pois existem unidades que devem ser vendidas - como hortomercados no Rio de Janeiro.

Na opinião de Luiz Antônio Fayet, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), uma solução seria o estoque estar em armazéns de tradings e cooperativas. Já para o consultor Carlos Cogo, da Cogo Consultoria Agroeconômica, a fiscalização não pode ser avisada e, sim, aleatória. "Isso (o volume roubado) é o que aparece. Mas pode ter muito mais", afirmou.

Os furtos mais recentes foram descobertos depois da conclusão de crimes em Minas Gerais. Um desvio fez com que a fiscalização apertasse o cerco em relação a outros produtos. A primeira fraude descoberta foi de café, no armazém de Conceição do Rio Verde. Foram 5 mil sacas roubadas desde 2001, avaliadas em R$ 1,5 milhão. Segundo a investigação interna, houve a conivência de funcionários da empresa.

Em Pelotas, no Rio Grande do Sul, foram roubadas 4 mil toneladas de arroz - quase R$ 2 milhões - de um armazém terceirizado (alugado pela Conab para guardar o produto público). O diretor de Gestão de Estoques da estatal, Rogério Colombini, disse que outra denúncia está sendo investigada, de desvio de milho, na Paraíba.
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