Conab lança plataforma de café livre de desmatamento

Ferramenta pública e gratuita, desenvolvida em parceria com a UFMG, garante rastreabilidade da produção e apoia o cumprimento das exigências da União Europeia

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A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) lançou, na terça (24), a Plataforma Parque Cafeeiro, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). A ferramenta pública e gratuita foi criada para certificar o café brasileiro livre de desmatamento. Seu acesso pode ser feito pelo site da Conab.

A iniciativa pretende apoiar cafeicultores na adequação à EUDR, regulamentação da União Europeia que exige que alguns produtos exportados ao bloco, como o café, não tenham origem em áreas desmatadas após 31 de dezembro de 2020.

Figura 1

Resultado de articulação interministerial e cooperação com órgãos como Inpe, Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) e Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), a Plataforma Parque Cafeeiro garante rastreabilidade à produção nacional e estabelece uma base padronizada de comprovação ambiental, permitindo aos produtores emitirem declaração de conformidade com o critério de não desmatamento, desde que atendam às exigências da norma europeia. Cooperativas, exportadores e outros agentes da cadeia podem acessar relatórios para comprovar aos importadores que os lotes estão regulares.

Integrada a bases oficiais do governo, a plataforma trabalha com atualização quase em tempo real e cruza informações públicas. O monitoramento combina dados do Projeto Prodes, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), com registros do Cadastro Ambiental Rural (CAR), para identificar desmatamentos superiores a meio hectare após 2020 e eventuais sobreposições com Terras Indígenas, territórios quilombolas e Unidades de Conservação.

O mapeamento do parque cafeeiro foi feito entre 2021 e 2025, com uso de inteligência artificial e imagens de satélite de alta resolução. A metodologia recorre a redes neurais para identificar lavouras em produção e em formação, levando em consideração as práticas de manejo e a fenologia da planta.

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Equipe CaféPoint

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