Conab: crise deve ter pouco impacto no consumo de café
Jorge Queiroz, analista do mercado de café da Conab, considera que a crise financeira internacional deve trazer pouco impacto sobre o consumo global de café, que pode apresentar "uma retração nada acentuada". Segundo ele, a queda deve ser inexpressiva, pois o produto "não pesa muito no orçamento das famílias" em mercados tradicionais como Estados Unidos, Japão e União Européia.
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O analista diz que a queda do preço do petróleo, do qual muitos insumos agrícolas são derivados, não deve favorecer a redução dos custos de produção da lavoura de café. "A desvalorização do real ante o dólar deve anular os ganhos proporcionados pelo recuo de preço do óleo", informa. "A margem de retorno do produtor de arábica deve continuar reduzida", acrescenta.
Queiroz observa que, passada a turbulência financeira, o câmbio deve retornar a um ponto de equilíbrio, numa faixa razoável entre R$ 1,80 e R$ 2,00, só então o cafeicultor poderia se valer de alguma redução no custo de produção. No entanto, o analista ressalta que, até o momento, em hipótese alguma é possível ter a exata dimensão da crise financeira, que é uma das mais sérias dos últimos dois séculos, garante. A matéria, de Tomas Okuda, foi publicada na Agência Estado e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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