Nesta semana, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) criou um grupo de trabalho para estudar, em até 90 dias, mecanismos que permitem a ampliação dos recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé) e a renovação do parque cafeeiro nacional, com definição de fonte de financiamento. No entanto, o Conselho Nacional do Café é contra essas alterações, conforme nota divulgada na manhã desta sexta-feira (23).
Foto: Lucas Albin/Agência Ophelia
De acordo com o apontamento do CNC, o órgão entende que mais do que buscar formas de revigorar a principal fonte de financiamento do setor, é preciso preservá-lo, "evitando que propostas de partes externas ao segmento cafeeiro, desconexas do entendimento e do consenso dos representantes da cadeia produtiva, sejam levadas adiante com o intuito de, ao atender interesses subjetivos e desvinculados à realidade da atividade como um todo, exaurir os recursos do Fundo".
Em relação a renovação do parque cafeeiro nacional, o Conselho mantém a orientação para que não sejam abertas novas áreas com café e que, ao invés disso, ao ser analisada a necessidade apresentada pelo mercado, faça-se a revitalização de áreas onde as plantas estão velhas e nos níveis mínimos de produtividade.
"Recordamos que esse processo deve ser paulatino, atendendo às sinalizações do consumo mundial, para ser conduzido com serenidade e evitar a injeção de café em excesso no mercado", informa a nota.
O grupo de trabalho do Mapa será formado por representantes das entidades que compõem o Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic), Associação Brasileira da Indústria de Café Solúvel (Abics), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Conselho Nacional do Café (CNC) e Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Café).
