Um Grupo de Trabalho criado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) vai estudar as possibilidades de ampliar os recursos do Fundo de Defesa da Economia Cafeeira (Funcafé). Formado por representantes do setor privado do Conselho Deliberativo da Política do Café (CDPC), um dos dos objetivos é conseguir a renovação do parque cafeeiro nacional, com uma linha de financiamento.
Foto: Felipe Gombossy/Café Editora
Este ano, o Funcafé conta com R$ 4,9 bilhões para financiar custeio, estocagem, aquisição de café, capital de giro para indústria de café solúvel, torrefação de café e para cooperativas de produção e para recuperação de cafezais danificados. As taxas de juros foram definidas, recentemente, no lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2017/2018. As taxas de custeio foram fixadas em 8,5% ao ano e de comercialização, 11,25% ao ano.
O prazo de contratação de custeio para esta safra foi antecipado para junho, para se ajustar ao calendário da cultura. Na safra passada, o início foi em outubro. Além disso, foram flexibilizados os limites de financiamento para as operações de capital de giro para as indústrias e cooperativas. Nas operações de crédito da safra passada, os cafeicultores tomaram empréstimos do Funcafé de R$ 3,7 bilhões, de julho de 2016 até maio deste ano, correspondendo a 90% do programado.
De acordo com a estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o Brasil vai colher nesta safra 45,5 milhões de sacas de café, em uma área de 2,2 milhões de hectares. Desse total, 341,4 mil hectares estão em formação e 1,8 milhão de hectares em produção.
O CDPC é formado por entidades como o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), Conselho Nacional do Café (CNC), Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC), Associação Brasileira de Café Solúvel (ABICS) e ministérios da Agricultura, Fazenda, Indústria e Comercio, Planejamento e Relações Exteriores.
