Segundo os relatórios mensais referentes a junho/06, divulgados, no último dia 10, pelo Cepea/Esalq, a safra 2005/06 encerrou com um valor médio de R$ 250,76/sc (posto cidade de SP), queda de 6,9%, em relação à temporada anterior. Esta variação foi apurada para o Indicador Cepea/Esalq para o arábica tipo 6, bebida dura para melhor.
No caso do robusta, a média da última safra (julho/05 a junho/06) foi R$ 162,23 para o tipo 6, no Espírito Santo.
Arábica
O indicador Cepea/Esalq para o arábica tipo 6 teve queda de 4,4% no mês. No entanto, relatório destaca a alta ocorrida nas bolsas, no final do mês que foi motivada pela onda de frio.
Exportadores que precisavam do produto para embarques agendados negociaram alguns lotes. Porém, a maioria dos produtores esteve recuada, insatisfeita com os níveis de preços e com a presença de muitos grãos ainda verdes da safra 2006/07.
Ainda segundo o relatório, as atenções se voltam, agora, para o clima no cinturão cafeeiro do Brasil, citando chuvas que ocorreram em nas principais regiões produtoras.
Apesar do pouco volume de café novo disponível no mercado, a demanda já estaria mais voltada para o café da safra 2006/07, conforme apontam pesquisas do Centro. Havendo expectativa de aumento na quantidade de café, inclusive de grãos de melhor qualidade, disponível no decorrer de julho.
Conilon
Para o conilon, destaca-se a intensificação das compras de robusta na bolsa de Londres (Liffe) por parte dos fundos de investimentos. Os futuros de robusta estiveram em alta, em junho, devido aos apertados estoques mundiais da variedade.
No mercado físico, o tipo 7/8, bica corrida, destinado à fabricação de solúvel e mais procurado por torrefadoras, foi cotado, na média, a R$ 152,85/sc de 60 kg no mês, valorização de 2,76% sobre o mês passado, conforme o Indicador Cepea/Esalq. O tipo 6, peneira 13 acima, teve média de R$ 158,60/sc de 60 kg, em alta de 2,75% frente a maio.
No norte do Espírito Santo, maior região de cultivo da variedade do país, a colheita, apesar de praticamente concluída, foi atrapalhada pelas chuvas ocorridas na segunda quinzena de junho.
Em Rondônia, a colheita já está finalizada e boa parte do volume colhido - de 1,8 milhões de sacas, já foi comercializada.
Em relação ao mercado interno, indústrias torrefadoras foram as principais compradoras do produto. O conilon brasileiro tem sido direcionado ao mercado interno, já que as exportações continuam lentas, devido à concorrência com o café da Indonésia e do Vietnã, que têm preços mais competitivos.
Algumas empresas, no entanto, chegaram a embarcar o tipo 6, mas, devido à sua pouca liquidez nas exportações, as compras da variedade foram limitadas.
Cepea: safra 2005/06 teve preços 6,9% menores
Os relatórios mensais do Cepea/Esalq destacaram, em junho a queda de 6,9% no valor médio, na safra 2005/06, do Indicador Cepea/Esalq para o arábica tipo 6, em relação à temporada anterior. Quanto ao mês de junho/06, queda de 4,4% no indicador do arábica e alta nos futuros de robusta.
Publicado por: CaféPoint
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