Cepea destaca que preços do café arábica registraram alta histórica em fevereiro

Em termos reais, os preços são os maiores desde dezembro de 1999. Valorização atraiu vendedores ao mercado nacional, permitindo fechamento de negócios

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Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que as cotações domésticas do café arábica registraram alta significativa nos últimos dias, chegando ao valor de R$ 1500/saca. O aumento é por conta dos expressivos ganhos na Bolsa de Nova York (ICE Futures), que refletem preocupações quanto à oferta global neste ano.

No dia 9 de fevereiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do arábica tipo 6, posto na capital paulista, fechou a R$ 1.555,19/sc, novo recorde nominal da série histórica do Cepea, iniciada em 1996. Em termos reais, os preços são os maiores desde dezembro de 1999 (valores deflacionados pelo IGP-DI de jan/2022). A valorização também atraiu vendedores ao mercado nacional, permitindo o fechamento de negócios em maior volume.

Já na última terça-feira (15), o Indicador do arábica registrou queda de 0,7% frente à terça anterior, pressionado pela queda do dólar frente ao Real, fechando a R$ 1.499,37/sc. Para o canéfora (robusta), os preços acompanharam o movimento de valorização do arábica até o dia 9, voltando a cair a partir da quinta (10). A liquidez interna, no entanto, não avançou durante as altas, uma vez que a maior parte dos vendedores segue retraída.

Agentes consultados pelo Cepea acreditam que os produtores devem negociar maiores volumes apenas com o início da colheita da safra 2022/2023, a fim de custear as atividades. Na terça-feira (15), o Indicador CEPEA/ESALQ do tipo 6 peneira 13 acima fechou a R$ 823,87/sc, recuo de 0,56% frente à terça anterior.

Já na manhã de hoje (16), o mercado futuro do café arábica abriu o pregão com ganhos para os principais contratos na Bolsa de Nova York (ICE Future US). O preço ainda tem suporte na queda dos estoques certificados na ICE.

Por volta das 8h53 (horário de Brasília), maio/2022 tinha alta de 270 pontos, negociado por 254,45 cents/lbp; julho/2022 tinha alta de 270 pontos, cotado por 252,90 cents/lbp; setembro/2022 tinha valorização de 265 pontos, valendo 250,90 cents/lbp; e dezembro/2022 tinha alta de 250 pontos, negociado por 247,60 cents/lbp.

Na Bolsa de Londres, o canéfora (conilon) também abriu com valorização. Maio/2022 tinha alta de US$ 14 por tonelada, valendo US$ 2279; julho/2022 tinha valorização de US$ 8 por tonelada, negociado por US$ 2247; setembro/2022 tinha alta de US$ 4 por tonelada, valendo US$ 2231; e novembro/2022 tinha queda de US$ 6 por tonelada, valendo US$ 2216.

No mercado interno o tipo 6 bebida dura bica corrida teve alta de 0,67% em Guaxupé (MG), negociado por R$ 1.500; Poços de Caldas (MG) teve alta de 0,68%, valendo R$ 1.490; Araguarí (MG) teve alta de 0,68%, valendo R$ 1.480; Campos Gerais (MG) teve alta de 0,66%, valendo R$ 1.514; e Franca (SP) teve alta de 1,33%, negociado por R$ 1.520.

O tipo cereja descascado teve alta de 0,63% em Guaxupé (MG), negociado por R$ 1.590; Poços de Caldas (MG) teve alta de 0,64%, cotado por R$ 1.570; Varginha (MG) teve alta de 0,63%, cotado por R$ 1.600; e Campos Gerais (MG) teve valorização de 0,64%, cotado por R$ 1.574.

As informações são do Cepea e Notícias Agrícolas.  

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Equipe CaféPoint

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