Carlos Paulino: o produtor precisa de financiamento

Em entrevista dada ao programa Mercado & Cia, no último dia 4, Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, falou sobre a situação da cafeicultura brasileira e perspectivas. Paulino explica "que faltou dinheiro para o produtor". O presidente explica ainda que o cafeicultor precisa e muito de programas de financiamento.

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Em entrevista dada ao programa Mercado & Cia, no último dia 4, Carlos Alberto Paulino da Costa, presidente da Cooxupé, falou sobre a falta de pagamento das opções de café. Após mais de 15 dias sem pagamento das opções para Minas Gerais que deveriam ter sido efetuadas em 2009 pela Conab, que estava de férias, o presidente da Cooxupé recebeu a informação que os cafeicultores começarão a receber a partir de quinta-feira (07).

Que a cafeicultura brasileira anda em crise muitos sabem e sentem na pele o mercado de instabilidades. O câmbio, uma dos maiores vilões desta história, já dá sinal no primeiro dia comercial do ano de impulsionar ainda mais os preços do café para baixo e fazem com que os importadores estabeleçam seus próprios preços sobre o produto brasileiro. "O poder de resistência do cafeicultor é muito pequeno, então o brasileiro não vende o café, ele é comprado, vendido pelo preço que o comprador quer", diz o presidente da cooperativa.

Uma importante alternativa para o setor cafeeiro é a necessidade de uma união entre os produtores e assim pressionar para melhorar os preços. Os sindicatos e cooperativas regionais são peças fundamentais de representatividade.

Os problemas da cafeicultura ainda não param por aí. Uma perspectiva levantada pela Cooxupé prevê uma quebra de 4% sobre a produção de 2008 e a possibilidade de uma safra não muito boa para o café fino. "O que faltou para o produtor foi dinheiro", explica Paulino.

O presidente explica ainda que o cafeicultor precisa e muito de programas de financiamento como o Funcafé, que sustentam o produtor na época da colheita, uma vez que os gastos são muitos grandes, existe excesso de oferta e o preço do produto sempre cai. "O dinheiro do Funcafé precisa ficar disponível para o produtor nos momentos de comercialização para poder dar um suporte, porque se não tiver esse suporte financeiro, não tem nenhuma medida que vai dar sustentação no preço", conta.

As informações são do portal Notícias Agrícolas, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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