Cafés especiais: empresas mantêm otimismo em 2009

A Café do Centro, hoje a maior torrefadora do segmento de grãos gourmet e especiais do Brasil, pretende ampliar seu volume de vendas em cerca de 30% em 2009. No ano passado a empresa alcançou a marca de 840 toneladas. A marca aposta ainda em um aumento do preço médio de vendas da ordem de 15%.

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A Café do Centro, hoje a maior torrefadora do segmento de grãos gourmet e especiais do Brasil, pretende ampliar seu volume de vendas em cerca de 30% em 2009. No ano passado a empresa alcançou a marca de 840 toneladas. A marca aposta ainda em um aumento do preço médio de vendas da ordem de 15%.

A expansão irá ocorrer dentro e fora do País, incluindo a inauguração de novas lojas na Ásia. "Seguramente nós vamos abrir de três a seis lojas esse ano", garante Rafael Branco Peres, um dos diretores da Café do Centro.

De acordo com o executivo, a empresa já está em conversações avançadas com investidores da China, Taiwan, Filipinas, Coreia, além do Japão, onde existem duas lojas da marca, em Aoyama e Marunouchi. O projeto de ampliação da rede prevê uma atuação semelhante a que já existe no Japão onde as lojas funcionam como plataforma da marca para depois se expandir para o varejo.

No mercado interno, a empresa aposta na região Sul como um mercado promissor para o segmento de café gourmet e recentemente entrou no segmento de food service de Curitiba.

A Baggio Coffees também está investindo nas relações comerciais fora do Brasil. Recentemente, seus principais executivos passaram cerca de duas semanas nos Estados Unidos prospectando novos negócios. A expedição começou na Virgínia, em um depósito que armazena grãos verdes da marca, e seguiu para uma pequena torrefação na mesma cidade.

A visita resultou nas parcerias com uma torrefadora em Atlanta e uma distribuidora em Nova York. "Esses parceiros poderão vender em pequenas quantidades. A ideia é suprir um nicho onde as grandes traders não atuam. O primeiro contêiner já foi enviado e devemos dobrar o volume no próximo mês", disse Liana Baggio Ometto, diretora comercial da Baggio.

A expansão no segmento não se limita apenas à comercialização do produto. A Octavio Café aposta também na formação de profissionais para atender a esse mercado. A Universidade do Café Octavio (UniOctavio) formou sua primeira turma de alunos. O curso nasce para suprir a necessidade de mão de obra especializada para o mercado de cafés especiais. Na parte da produção, para conseguir finalizar a colheita no seu período ideal de maturação, a empresa acaba de adquiriu 3 novas máquinas colhedoras de café que, juntas, terão capacidade de colheita de 750 hectares por dia.

Com informações de Priscila Machado, do Diário do Comércio e Indústria/SP, resumidas e adaptadas pela Equipe CaféPoint.
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Renato Pita Maciel de Moura
RENATO PITA MACIEL DE MOURA

BAEPENDI - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 21/05/2009

Cada máquina vai colher 250 ha/dia? Deve ter algum zero a mais nisso...
Welington Geraldo Rosa
WELINGTON GERALDO ROSA

ALPINÓPOLIS - MINAS GERAIS

EM 18/05/2009

Apostar em qualidade é uma necessidade de todos os segmentos econômicos, com o café não é diferente. Apostar em produtos e profissionais diferenciados é uma das formas de vencer em um segmento tão competitivo.