Cafeicultura está apostando na certificação
O crescimento de práticas de cultivo que observam regras sociais, legais e de sanidade mostra que a preocupação com a atividade sustentável já pode ser observada entre alguns cafeicultores brasileiros. O objetivo é comprovar a origem dos produtos para conseguir agregar até 15% no valor final da saca.
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Desde 2003, houve crescimento na produção certificada; em quatro anos, saltou de 5 mil para 125 mil sacas, de acordo com o Instituto de Certificação de Manejo Florestal e Agrícola (Imaflora). No mundo, estima-se que no mesmo período a produção subiu de 200 mil sacas para 1,8 milhão no último ano.
"A explosão mesmo aconteceu nos últimos dois anos. Em 2008, acreditamos que a produção alcançará 200 mil sacas", revela Eduardo Trevisan Gonçalves, coordenador de mercados e projetos do Imaflora. Segundo ele, a exigência de produtos com origem garantida tem crescido constantemente no mundo. "Começou na Europa, mas o consumidor brasileiro já incorpora a tendência", diz o coordenador.
Segundo ele, uma grande rede de lanchonetes na Inglaterra elevou em 23% a renda com as vendas do café após certificar a bebida: "isso ocorreu sem aumentar o preço da bebida. A aceitação foi muito maior", disse. De acordo com Trevisan, para se obter a certificação é necessário observar normas trabalhistas, manejo de defensivos e conservação da biodiversidade.
Oséas Mendes, coordenador de certificação da Associação dos Produtores de Café de Monte Carmelo, diz que atualmente a área certificada já atinge 1,6 mil hectares. "Há dois anos não havia nada. A produção pode chegar a 50 mil sacas de café certificado", aposta. A matéria, de Roberto Tenório, foi publicada na Gazeta Mercantil, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 04/09/2008
Atrás destes conceitos de caráter solidário baseado na certificação vem outras exigências mais flexíveis denominadas de "código de conduta" que na verdade nada mais são do que a adoção de algumas regras que mascaram as exigências solicitadas pelas certificadoras, já amplamente difundidas por algumas cooperativas que perceberam que a grande maioria dos seus cooperados não têm a menor condição de adotarem as verdadeiras regras de certificação.
Precisamos urgentemente definirmos com clareza o que realmente esta por tras de toda esta segmentação, pois produzir um café de qualidade, certificado, com caráter solidário e receber por isto um diferencial inexpressivo certamente em nada significará.