Bruno Miranda esclarece questões sobre drawback
O colaborador do CaféPoint Bruno Miranda, pesquisador do PENSA, enviou um comentário ao artigo "<a href="http://www.cafepoint.com.br/?noticiaID=62788&actA=7&areaID=26&secaoID=64"><U><i>Drawback:</i> Isso ainda vai dar muito o que falar</U></A>", esclarecendo as questões levantadas por leitores. Acesse e leia a carta na íntegra.
Publicado por: CaféPoint
Publicado em: - 1 minuto de leitura
"Prezados leitores,
Agradecemos os comentários. Acho que os depoimentos refletem a natureza do debate que temos diante de nós:
1) Concordamos plenamente quando o Renato argumenta que um planejamento com base em cenários menos nebulosos é necessário. Há estudos isolados sobre aspectos relacionados ao tema, como artigo recente publicado pela prof. Sylvia Saes e pela prof. Marislei Nishijima, discutindo as barreiras enfrentadas pelo café solúvel ao redor do mundo.
Até pelo espaço reduzido, textos como os que publicamos no CaféPoint buscam mais propor temas para debates do que apresentar cenários aprofundados. Assim, nossa defesa do drawback se fundamenta, primeiramente, na necessidade de rompermos preconceitos e discutirmos o tema de forma madura e aprofundada.
2) Essa coluna se dedica a apontar, quinzenalmente, desafios e problemas para a cadeia do café. Obviamente, não dá pra discutir tudo em apenas um texto, mas muitos dos tópicos aqui citados como gargalos do setor foram aqui discutidos em outros textos. Assim, concordamos com a necessidade de revisão de uma série de pontos que poderiam tornar a atividade mais competitiva, no espírito da sugestão do Fernando.
3) Em relação ao depoimento do Carlos Alberto da Costa, não apenas sabemos da existência do café conilon como repetimos o argumento: nos preocupamos com o problema dos custos de produção tanto quando os cafeicultores. Tanto isso é verdade que defendemos que este tema receba olhar atento independente do desfecho de discussões sobre o drawback. Agora, o que não podemos é olhar para a cafeicultura como se ela fosse uma atividade isolada da sociedade, ou com uma visão simplista do mercado.
4) Respeitamos a opinião do Wagner Pimentel, mas acreditamos que contrapor o drawback à cafeicultura nacional não ajuda em nada o setor. É sempre bom lembrar: a maioria dos problemas enfrentados pela cafeicultura na atualidade não têm relação com o drawback, de modo que este é um péssimo "bode expiatório". Mais produtivo seria discutirmos soluções globais, contando com a participação e a colaboração de cada um dos elos da cadeia: tal passo seria o reconhecimento de que boa parte dos desafios enfrentados pela cafeicultura são sistêmicos.
Abraços,
Bruno Miranda"
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