Com a colheita de café na safra brasileira 2017/2018 se aproximando do fim, ficou clara a insatisfação dos produtores com a infestação da Broca-do-Café, inseto que se alimenta do fruto e destrói a parte interna do grão, trazendo prejuízos qualitativos e quantitativos aos agricultores. Com isso em mente, representantes do Conselho Nacional do Café (CNC) e da Agência Nacional de Defesa Vegetal (Andef) se reuniram para debater sobre pesquisas agroquímicas voltadas à questão da praga.
Foto: Ivan Padovani/Café Editora
De maneira geral, os órgãos se aproximarão para trocar conhecimentos relacionados à fitossanidade, principalmente no que diz respeito aos atuais problemas para o controle da Broca. A partir de agora, o Conselho realizará um levantamento, junto com os associados, para entender as dificuldades enfrentadas com cada inseticida acessível no mercado, assim como os casos de sucesso. As informações serão repassadas à Andef, que cobrará explicações das empresas e fornecerá conhecimento aos produtores.
Diante dos regulatórios que travam a aprovação de novas moléculas e que podem levar ao banimento de outros 55 ingredientes ativos atualmente em uso na agropecuária, o CNC e a Andef construirão o “case Endosulfan” com a intenção de mostrar aos órgãos governamentais os impactos que a proibição de um produto pode causar no setor produtivo. O objetivo não é solicitar o retorno do inseticida, mas reforçar a necessidade de uma análise de risco antes de qualquer molécula em uso nas lavouras ser banida.
