Brasil segue como exemplo na política de consumo

O Brasil segue como exemplo para os países produtores de café em matéria de consumo, sempre alcançando suas metas, com uma verdadeira política de consumo. A avaliação foi feita pelo diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osorio, durante o 16º Encontro Nacional da Indústria do Café (Encafé), em Porto de Galinhas/Pernambuco.

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O Brasil segue como exemplo para os países produtores de café em matéria de consumo, sempre alcançando suas metas, com uma verdadeira política de consumo. A avaliação foi feita pelo diretor executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestor Osorio, durante o 16º Encontro Nacional da Indústria do Café (Encafé), em Porto de Galinhas/Pernambuco.

Osorio destacou que países como México, Colômbia, Indonésia e Índia estão criando guias com assistência do Brasil, buscando qualidade para ampliação do consumo interno. O diretor da OIC destacou que o Brasil segue puxando a fila do consumo entre os países produtores, com o consumo em outras nações cafeeiras sendo pequeno ainda, mas observa que provavelmente haverá crescimento no médio prazo, justamente em conseqüência de programas baseados no Guia Detalhado para Promoção do Consumo de Café, financiado pelo Fundo de Promoção da OIC. Entre nações produtoras e cafeicultoras, a América Latina acaba se destacando como bloco no consumo de café basicamente em função do amplo crescimento da demanda interna brasileira.

Entre os países consumidores, Osorio mostrou que o consumo vem crescendo relativamente devagar na maioria dos mercados tradicionais da América do Norte e Europa ocidental. No entanto, há bons crescimentos de demanda na Europa oriental, especialmente na Rússia (+ 2,2 milhões de sacas de aumento de 2000 a 2007) e na Ucrânia (+ 0,9 milhão de sacas no mesmo período).

A OIC estima consumo mundial de 128 milhões de sacas em 2008, com crescimento de 2,07% sobre 2007, quando o consumo foi de 125,4 milhões de sacas. De 2000, quando a demanda mundial era de 104,6 milhões de sacas, até 2007 o consumo cresceu 22,4%.

Falando sobre a demanda por tipos de café, Osorio concluiu que o consumo também está mudando significativamente. A participação dos robustas e dos Naturais Brasileiros no comércio mundial se expandiu de 54% em 1990 a 63% em 2008, com uma queda concomitante da participação dos arábicas Lavados de 46% a 37% no mesmo período.

Osorio disse ainda que também tem havido mudanças significativas quanto às origens que fornecem cada tipo de café. "Nota-se isso especialmente no caso dos Robustas, e neste particular a demanda por café do Vietnã tem aumentado (de 2% em 1990 a 16% em 2008), enquanto que a participação de mercado das origens africanas tem diminuído (de 21% em 1990 a 12% em 2008)", concluiu. As informações são de Lessandro Carvalho, da Agência Safras.
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