Brasil assina novo Acordo Internacional do Café

No último dia 19, o diretor-executivo da OIC (Organização Internacional do Café), Néstor Osorio, na qualidade de principal funcionário administrativo do Depositário do AIC (Acordo Internacional do Café) de 2007, comunicou que o Brasil assinou o documento. O AIC tem o intuito de promover o comércio internacional e difundir informações estatísticas do parque mundial cafeeiro. O Acordo foi discutido pelos 77 países membros da OIC, em setembro do ano passado, e terá vigência de 10 anos, com possibilidade de renovação por mais oito anos.

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No último dia 19, o diretor-executivo da OIC (Organização Internacional do Café), Néstor Osorio, na qualidade de principal funcionário administrativo do Depositário do AIC (Acordo Internacional do Café) de 2007, comunicou que o Brasil assinou o documento.

O AIC tem o intuito de promover o comércio internacional e difundir informações estatísticas do parque mundial cafeeiro. O Acordo foi discutido pelos 77 países membros da OIC, em setembro do ano passado, e terá vigência de 10 anos, com possibilidade de renovação por mais oito anos.

Colômbia e Angola também assinaram o documento no dia 19. Já o Iêmen havia rubricado o AIC em fevereiro de 2008. A partir de agora, estas nações devem tomar providências para o depósito de um instrumento de ratificação, aceitação ou aprovação dentro de um prazo que se estende até 30 de setembro deste ano.

Rodada de Reuniões

A Junta Executiva da Organização se reuniu, ontem, para debater sete projetos enviados que almejam ser custeados pelo FCPB (Fundo Comum de Produtos Básicos). Merece destaque o projeto encaminhado por Camarões, Costa do Marfim, Gana e Nigéria, denominado "Estudo do potencial para bolsas de produtos básicos e outras formas de mercado na África Ocidental".

Vale lembrar que um projeto similar foi aprovado pelo FCPB, em 2000, para a "Gestão de riscos de preços na África Oriental e Meridional". O recente projeto enviado, assim como o anterior, visa proporcionar um modelo adequado e sustentável para gestão de riscos de preços a fim de assegurar melhores cotações à cafeicultura.

Ainda ontem, foi realizado o "Seminário de Indicações Geográficas". Nele, vários palestrantes apresentaram trabalhos demonstrando que a IG valoriza a cultura, a terra e suas características agroecológicas. Além disso, mostrou-se que a Indicação Geográfica promove uma maior adoção de técnicas de rastreabilidade.

Em sua apresentação, Gabriel Silva Luján, presidente da Federacafé (Federação Nacional de Cafeicultores), da Colômbia, disse que seu país, há 50 anos, iniciou esforços para valorizar a imagem do café, com o objetivo de convencer os consumidores que o "Café de Colombia" é o melhor do mundo.

Neste período, de acordo com ele, foram investidos US$ 100 milhões. Atualmente, existem 2.000 marcas comerciais com domínio na internet. Contudo, Luján finalizou lembrando que a Indicação Geográfica "Café de Colombia" não abrange toda a área produtora do país.


Gilson Ximenes

Presidente
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