Boletim semanal Escritório Carvalhaes - ano 89 - n° 22
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Santos, sexta-feira, 03 de junho de 2022
O mercado de café apresentou mais uma semana de muita oscilação e alta. Com o feriado em comemoração ao “Memorial Day”, nos EUA, na segunda-feira, dia 30, a ICE Futures US não operou. Sem a referência do pregão de café em Nova Iorque, na prática os negócios de café começaram na terça-feira.
Na terça e na quarta-feira, os contratos de café na ICE trabalharam em alta consistente, mantendo o ritmo dos últimos três pregões da semana passada. Os contratos para julho próximo subiram 180 pontos na terça e 820 pontos na quarta, quando bateram em US$ 2,4065 na máxima do dia e fecharam o pregão valendo US$ 2,3945 por libra peso.
Ontem, em dia de ajustes e realização de lucros, depois de subirem forte nos cinco pregões anteriores, os contratos de café em Nova Iorque oscilaram bastante e terminaram o pregão em queda moderada. Os para julho próximo – que somaram alta de 2580 pontos em cinco sessões consecutivas - encerraram a quinta-feira em queda de 120 pontos, valendo US$ 2,3825 por libra peso.
Hoje, o ajuste continuou e esses contratos perderam mais 585 pontos, encerrando a semana a US$ 2,3240 por libra peso. No balanço da semana subiram 295 pontos. Na sexta-feira passada fecharam em alta de 285 pontos, a US$ 2,2945 por libra peso. No balanço da semana passada, somaram alta de 1.360 pontos.
A aproximação do inverno, as incertezas climáticas no Brasil e em outros importantes países produtores, a quebra da safra brasileira, o atraso na colheita da nova safra brasileira 2022, o consumo mundial sustentado e mostrando tendência de alta, e os estoques em queda, levaram a essa escalada das cotações em Nova Iorque nestas duas últimas semanas.
O clima será uma preocupação constante daqui para frente. Começamos junho, e o inverno se aproxima. Nestes tempos de incertezas e mudanças climáticas, estoques baixos e quebra de safra no Brasil e em muitos países produtores, as cotações do café na ICE em Nova Iorque – principal indicador para os preços do café – irão oscilar muito. O bom desempenho do consumo mundial, a crise no transporte marítimo internacional, a invasão da Ucrânia pela Rússia e a pandemia da Covid-19 turvam ainda mais o cenário. Serão meses nervosos, com cotações instáveis.
A produção de café arábica na Colômbia continua prevista em 13 milhões de sacas de 60 kg, de acordo com dados divulgados recentemente pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A Colômbia é o segundo maior produtor de café arábica do mundo e, há alguns meses, vem relatando, por meio dos informes da Federação Nacional dos Cafeicultores (FNC), uma queda na produção em razão de seguidos problemas climáticos. Lá, o La Niña favorece o excesso de chuva, derrubando a produção (fonte: site “Notícias Agrícolas).
O mercado cambial brasileiro apresentou uma semana menos agitada. Fechou, hoje, com o dólar valendo R$ 4,7790, queda de 0,21%. Ontem, o dólar encerrou o dia a R$ 4,7890, em queda de 0,33%. Na sexta-feira passada, fechou valendo R$ 4,7380. Em reais por saca, os contratos para julho próximo na ICE encerraram o dia a R$ 1 469,15. Ontem, fecharam a R$ 1.509,29. Terminaram a sexta-feira passada valendo R$ 1.438,06. Na sexta-feira anterior, fecharam a R$ 1.391,66. Os estoques de café certificado na ICE, em Nova Iorque, recuaram todos os dias nesta semana, acumulando queda de 55.288 sacas até ontem, quando caíram 7.139 sacas. Encerraram a quinta-feira em 1.023.477 sacas. Há um ano eram de 2.085.890 sacas, caindo, neste período, 1.062.413 sacas.
No mercado físico brasileiro, as cotações subiram na terça e na quarta-feira. Ontem se mantiveram estáveis e hoje recuaram um pouco, com a queda maior em Nova Iorque. O valor das ofertas fechou a semana em um patamar superior ao de sexta-feira passada. O volume de negócios fechados não foi grande. Com estoques da safra atual no final e atraso nas colheitas do arábica e do canéfora, o número de lotes ofertados no mercado é pequeno ante as necessidades brasileiras de café para nosso consumo interno e exportações.
As chuvas previstas para este início de junho podem atrasar mais um pouco os serviços de colheita. Se forem intensas, prejudicarão a qualidade da safra.
Até dia 3, os embarques de maio estavam em 1.931.182 sacas de café arábica, 68.769 sacas de café conilon, mais 197.932 sacas de café solúvel, totalizando 2.197.883 sacas embarcadas, contra 2.345.905 sacas no mesmo dia de abril. Até o mesmo dia 3, os pedidos de emissão de certificados de origem para embarque em maio totalizavam 2.672.745 sacas, contra 2.849.002 sacas no mesmo dia do mês anterior.
A bolsa de Nova Iorque – ICE do fechamento do dia 27, sexta-feira, até o fechamento de hoje, dia 3, subiu, nos contratos para entrega em julho próximo, 295 pontos ou US$ 3,90 (R$ 18,65) por saca. Em reais, as cotações para entrega em julho próximo na ICE fecharam, no dia 27, a R$ 1.438,06 por saca, e hoje, sexta-feira, dia 3, a R$ 1.469,15. Hoje, nos contratos para entrega em julho, a bolsa de Nova Iorque fechou em baixa de 585 pontos. No mercado calmo de hoje, são as seguintes cotações nominais por saca para os cafés verdes do tipo 6 para melhor, safra 2021/2022, condição porta de armazém:
R$ 1340/1370,00 - CEREJA DESCASCADO – (CD), BEM PREPARADO.
R$ 1310/1340,00 - FINOS A EXTRAFINOS – MOGIANA E MINAS.
R$ 1280/1300,00 - BOA QUALIDADE – DUROS, BEM PREPARADOS.
R$ 1250/1270,00 - DUROS COM XÍCARAS MAIS FRACAS.
R$ 1230/1250,00 - RIADOS.
R$ 1220/1240,00 - RIO.
R$ 1220/1250,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: DURA.
R$ 1200/1230,00 - P. BATIDA P/O CONSUMO INT.: RIADA..
DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 4,7790 PARA COMPRA.