De acordo com a pesquisa do CNC, a maior queda nas cotações ocorreu no Cerrado e Sul de Minas Gerais, além da Mogiana, em São Paulo. No Cerrado, o valores estão 28,4% inferiores aos de maio de 205, enquanto no Sul de Minas Gerais e na Mogiana Paulista caíram 27,5%, em média, nos últimos 12 meses. As cooperativas ligadas ao CNC abrangem 50 mil produtores que respondem por aproximadamente 30% da safra nacional de café.
"Neste momento de safra se faz ainda mais urgente a liberação dos recursos para a colheita e estocagem", diz Maurício Miarelli, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC). Até o momento o governo repassou R$ 149 milhões a seis bancos dos R$ 600milhões destinados à colheita da safra 2006/07. Os empréstimos devem ser pagos até fevereiro de 2007, mas o governo permite que o cafeicultor transforme os débitos de colheita em dívidas de estocagem. Se o cafeicultor optar pela troca, a primeira parcela dos vencimentos deve ser paga só em abril de 2007 e a segunda em março de 2008. Outros R$ 800 milhões estão destinados apenas para a estocagem.

Fonte: Cooperativas associadas ao CNC
Para Álvaro Coli, gerente da Cooperativa dos Cafeicultores Vale do Rio Verde (Cocarive), ligada ao CNC, os preços baixos praticados atualmente são resultados de três combinações: o dólar, o começo da safra e a especulação do mercado. "Além disso, não há indicação de frio, que pudesse causar alguma oscilação positiva nas cotações", avalia Coli. O último levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicou colheita de 40,618 milhões de sacas (de 60 quilos) de café na safra 2006/07.
Os valores praticados atualmente, entre R$ 220 e R$ 240 para a saca de café arábica, estão praticamente empatando com o custo de produção, estimado em cerca de R$ 230. No entanto, nos preços não estão descontados as taxas e impostos, que somam 4,5%.
Fonte: Assessoria de imprensa do CNC