A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apresentou ontem (30), em São Paulo, o Círculo do Café de Qualidade (CCQ), um programa para servir de ferramenta de apoio técnico e educativo aos estabelecimentos que fornecem cafés finos. A idéia é transformar o CCQ em símbolo de diferenciação, junto aos consumidores, dos melhores estabelecimentos que trabalham corretamente com cafés de alta qualidade no Brasil.
O CCQ tem como base uma série de requisitos que compõe o regulamento Técnico e a Norma de Referência, criados pelo Instituto Totum, organismo certificador, com a colaboração dos 11 sócio-fundadores do programa, as cafeterias Armazém do Café e Rubro Café (RJ); Café do Porto (RS); Cafeteria Museu dos Cafés do Brasil e Suplicy Cafés Especiais (SP); Santa Sophia Cafés Finos & Bistrô, Comcafé e Vozzuca Cafés Especiais (MG); São Braz Coffee Shop (PB); Cafeteria Santa Clara (CE), e a Associação Brasileira da Alta Gastronomia (Abaga).
"O CCQ surge em resposta às mudanças do mercado, que agora busca mais qualidade nos seus cafés, e sua realização só foi possível porque contamos com a colaboração ativa dos sócio-fundadores", disse o diretor de marketing da entidade, Sydney Marques Paiva.
Categorias
O CCQ vai diferenciar três categorias comerciais: Casas de Café, que são os estabelecimentos especializados no produto em diferentes opções e que oferecem serviços, ambiente e equipe diferenciados; Cafeterias, que são especializadas no produto café em opções mais limitadas e que oferecem bons serviços e qualidade; e Pontos de Café, que são os estabelecimentos que fornecem café de ótima qualidade, incluindo padarias, hotéis, restaurantes, etc., mas onde o café não é o principal produto.
Para cada uma das categorias foram definidas duas faixas de enquadramento: "Padrão", na qual estarão os estabelecimentos que atendem a todos os requisitos obrigatórios da norma de referência; e "Premium", que inclui os estabelecimentos que, além de atender aos requisitos obrigatórios, possuem fatores diferenciados dentro da categoria.
Para definir o padrão, são avaliados requisitos como a qualificação da equipe (número de baristas treinados por cursos reconhecidos, existência de atendentes com conhecimento sobre café); cardápio (variedade de bebidas quentes e frias); qualidade do café (diferentes origens e classificação Superior ou Gourmet); atendimento e ambiente (existência ou referência de material informativo sobre café e saúde, referência ou informação sobre a história da bebida, a cultura e educação para o consumo e venda de acessórios como xícaras e utensílios).
"O estabelecimento certificado ganha a avaliação e o reconhecimento pela qualidade dos cafés servidos, melhorando sua imagem em relação ao público, o que reflete no aumento das vendas. Ganham também os consumidores, que terão garantia da qualidade dos cafés oferecidos, da manutenção desta qualidade ao longo do tempo, dos bons serviços, higiene e segurança alimentar. Ganham, inclusive, as torrefadoras associadas à Abic, notadamente aquelas com café certificado pelo PQC, que poderão oferecer seus melhores produtos neste importante canal de distribuição", valorizou o diretor-executivo da Abic, Nathan Herszkowicz.
Abic lança selo para estabelecimentos com qualidade
A Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) apresentou ontem (30) o Círculo do Café de Qualidade (CCQ), um programa para servir de ferramenta de apoio técnico e educativo aos estabelecimentos que fornecem cafés finos. A idéia é transformar o CCQ em símbolo de diferenciação, junto aos consumidores, dos melhores estabelecimentos que trabalham corretamente com cafés de alta qualidade no Brasil.
Publicado por: CaféPoint
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