Em dezembro, foram exportadas 2,44 milhões de sacas, gerando uma receita de 355,95 milhões de dólares. Apesar de terem se reduzido, drasticamente, em relação a novembro, as vendas externas de café conilon, no último mês do ano, foram 262,5% maiores que em dezembro de 2005, confirmando o efeito das altas cotações do café robusta no mercado internacional. As vendas de arábica foram 23,2% maiores que no mesmo mês do ano anterior e as de café solúvel 7,6% menores. A receita, em dezembro de 2006, foi 34,3% maior que em dezembro de 2005.

Na totalização do ano, o crescimento das vendas de café conilon, de 23,4%, também teve destaque, sendo exportadas 1,36 milhões de sacas, ou seja, cerca de 14,6% da safra média desse café nas últimas duas colheitas. As vendas de arábica cresceram 6,7% e as de café solúvel caíram 16,6%. Os níveis vigentes nas cotações internacionais do robusta viabilizam a exportação do conilon brasileiro. Por outro lado, o café solúvel produzido no Brasil continua a enfrentar problemas quanto à sua competitividade internacional.

Quando a análise se restringe ao ano safra, iniciado em julho passado, fica mais evidente o crescimento nas exportações de conilon, neste caso de 53,9%. O volume total de café exportado cresceu 21,3% e a receita total, no semestre, 26,4%.

O preço médio do café exportado subiu 8,15%, em relação a 2005, atingindo 120,49 dólares por saca.

Principais destinos
As exportações brasileiras representaram 32% no total de vendas externas do mercado mundial no ano passado. Os principais compradores foram a Alemanha, seguida por Estados Unidos, Itália e Japão.

Portos de embarque e despacho
O Porto de Santos liderou os embarques, seguido pelo do Rio de Janeiro e Sepetiba.

Perspectivas para 2007
Para 2007, o Cecafé espera um aumento de apenas 1,24% na receita, em comparação a 2006, já que a produção do país deve cair cerca de 10,8 milhões de sacas, de acordo com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Essa elevação no rendimento se deverá em grande parte ao crescimento nas vendas de conilon, cuja safra brasileira deve subir neste ano, pois essa espécie não apresenta bienalidade. Além disso, o Conselho aponta a tendência de altas nos preços, devida à menor oferta (especialmente de arábica), já que não há perspectiva de queda na demanda.
Caso as perspectivas de crescimento nas exportações de conilon e de elevação dos preços do café se confirmem, a indústria brasileira poderá ter um ano de grande dificuldade de suprimento. Supondo um consumo interno na casa de 16,5 milhões de sacas e a exportação de 24,5 milhões, será necessário dispor de algo entre 8 e 9 milhões de sacas de estoque da safra 2006/07 para cobrir as necessidades brasileiras de café, caso se confirme a primeira estimativa da Conab para a safra 2007/08.
