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Variedades de cafeeiros resistentes ou tolerantes à ferrugem evitam danos com a doença

POR JOSÉ BRAZ MATIELLO

FOLHA PROCAFÉ

EM 15/07/2020

2 MIN DE LEITURA

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As novas variedades de café, cujos cafeeiros possuem resistência ou tolerância à ferrugem, facilitam bastante o controle da doença, pois mesmo em casos de falhas no controle químico, mantém as plantas bem enfolhadas, reduzindo perdas produtivas.

A ferrugem é uma doença muito severa na cultura cafeeira. Provoca desfolha das plantas, com redução significativa da sua produtividade na safra seguinte. Como a maioria das variedades atualmente cultivadas são susceptíveis à doença, como a catuaí e a mundo novo, o controle químico precisa ser praticado sistematicamente, observando o uso de fungicidas adequados, com doses em épocas e tecnologias de aplicação apropriadas. Acontece que, por falta de conhecimentos ou por problemas operacionais, ou ainda por elevação de custos, muitos produtores não praticam o controle corretamente.

As lavouras de café no Brasil, com os novos espaçamentos que comportam mais plantas por área, com variedades bem produtivas e com bons tratos, vêm, gradativamente, aumentando sua produtividade. Em consequência, as plantas com mais carga de frutos se estressam e ficam mais susceptíveis à ferrugem, exigindo maiores cuidados na adoção do controle, com aumento de doses, associação de produtos e aumento do número de aplicações.

A adoção de variedades de cafeeiros resistentes/tolerantes à ferrugem vem se mostrando uma ferramenta importante para viabilizar o controle da doença. Pesquisas diversas mostram que os materiais genéticos com alta resistência não necessitam tratamentos químicos específicos. Outros com tolerância, provavelmente por apenas serem atacadas por raças do fungo menos virulentas ou não resistentes a fungicidas, mostram controle mais facilitado, com menor uso de produtos.

Assim, as principais vantagens de plantio de variedades resistentes/tolerantes à ferrugem são as de evitar perdas na condição de controle químico mal feito e viabilizar o controle em áreas de difícil aplicação do controle químico, como em pequenas propriedades, zonas montanhosas e plantios adensados. O exemplo das fotos ilustra bem esses aspectos. Trata-se de área no Norte de Minas Gerais, onde o produtor adotou um controle insuficiente, com duas aplicações de produto que dispunha no estoque, uma formulação de Estrobilurina (azoxistrobina) mais difeconazole.

O resultado pode ser visto no talhão de cafeeiros da variedade catuaí vermelho IAC 144, que apresenta ataque significativo da ferrugem, com amarelecimento das folhas e já inicio de desfolha, mesmo estando ainda cedo pra isso, em maio/2020. Por outro lado, com as mesmas aplicações insuficientes do produto, os talhões do catuaí amarelo 2 SL e do Azulão (catucaí vermelho 36/6 cv 366) apresentam coloração normal da folhagem e bom enfolhamento, com menor stress pela carga, prevista em nível semelhante entre esses três materiais.


Vista geral e detalhe de linha de cafeeiros da cultivar catuaí vermelho IAC 144, que recebeu duas aplicações de fungicidas (estrobilurina mais triazol, ver texto) e detalhe de como se apresenta a infecção nas folhas desses cafeeiros. Norte de Minas Gerais, maio/2020


Na mesma fazenda, no Norte de Minas Gerais, linha de cafeeiros da cultivar catucaí amarelo 2 SL, em talhão ao lado do talhão da foto anterior, de catuaí. Verifica-se o bom estado produtivo/vegetativo dos cafeeiros. Maio/2020


Na mesma fazenda, no Norte de Minas Gerais, linha de cafeeiros da cultivar Azulão (catucaí vermelho 36/6 cv 366), também em talhão ao lado das duas cultivares das fotos anteriores. Cafeeiros apresentam alto vigor e bom enfolhamento

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LUIZ AUGUSTO DA SILVA MONTEIRO

SEROPEDICA - RIO DE JANEIRO - ESTUDANTE

EM 17/07/2020

Muito bom o texto, eu que sou novo na área não consigo entender como os produtores ainda plantam variedades tradicionais e suscetíveis á essa doença, mesmo com tantas variedades resistentes ou tolerantes disponíveis.