Mecanização facilita tratos e reduz custos em cafezais

As lavouras no Brasil têm aumentado o índice de mecanização, fator importante para reduzir custos de produção do café e para tornar a atividade competitiva

Publicado em: - 2 minutos de leitura

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As lavouras cafeeiras no Brasil têm aumentado muito seu índice de mecanização, fator importante para reduzir os custos de produção do café e para tornar a atividade mais competitiva. Até a década 1970, os cafezais eram quase totalmente cultivados de forma manual, situação em que eram utilizados de 100-130 homens/dias/ha e um trabalhador cuidava de apenas 1-2 ha de lavouras. 

Em seguida, com a renovação de cafezais entre as décadas 1970-1990, novas regiões, mais planas, como os Cerrados, passaram a ter cultivo de café. Também, nesse período, com a constatação da ferrugem, houve a adequação de espaçamentos para facilitar as pulverizações, o que promoveu também toda a mecanização dos tratos. 

Nesta época também foi muito importante o desenvolvimento da primeira colhedeira de café. Desde então, houve grande evolução no maquinário e, atualmente, a mecanização se tornou um elemento essencial para viabilizar as atividades no campo, diante da escassez, custo elevado e baixo rendimento da mão de obra. Operando as máquinas, o trabalhador passa a fazer o seu trabalho nas lavouras, com menor esforço e maior rendimento. 

Em resumo, a mecanização em cafezais facilita todas as operações de tratos na lavoura, reduz a necessidade de mão-de-obra, viabiliza explorações em maior escala e reduz o custo de produção do café. 

As operações nas lavouras cafeeiras podem ser feitas de 7 modos: de forma manual, com utensílios/ferramentas de operação manual ou com máquinas pequenas, motorizadas, de operação manual. O segundo modo é com tração animal, usando implementos menores, de pouco uso em cafezais. O terceiro é através do uso de moto-triciclos com implementos acoplados, muito úteis em pequenas propriedades. O quarto é com o uso de microtratores, de duas ou quatro rodas. O quinto por tratores cafeeiros e seus implementos, sendo este o sistema mais usado. O sexto por máquinas automotrizes, especialmente na colheita. Já o sétimo, com o emprego de aeronaves (aviões, helicópteros ou drones), ainda com pouco uso. 

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Com maquinário apropriado, pode-se fazer quase todas as operações na implantação e na condução de cafezais: no preparo do terreno e plantio, na correção do solo e nas adubações, no controle do mato e da erosão na lavoura, no controle de pragas e doenças, nas podas das plantas, na subsolagem do terreno, na arruação e esparramação e na colheita e preparo do café. 

A mecanização nas propriedades cafeeiras deve ser feita de forma racional. Mecanizar não significa, simplesmente, comprar máquinas. É preciso combinar máquinas corretas para determinada propriedade, que representem investimentos e custos operacionais mais baixos. É necessário contar com operadores treinados. É preciso fazer um bom gerenciamento no uso do maquinário. Além disso, deve-se proceder uma adaptação nas lavouras e, em muitos casos, também no terreno. Tudo isso para executar as operações de forma correta e alcançar bom rendimento do maquinário.

Figura 1
Máquinas motorizadas de operação manual: derriçadeira, podadeira e roçadeira

Figura 2
Implementos de tração animal: lâmina para abrir micro-terraços, cultivador e pulverizador

Figura 3
Operação com moto-triciclos: com pulverizador e com adubadeira

Figura 4
Operação com microtratores, de 2 e 4 rodas: com adubadeira e pulverizador

Figura 5
Operando com tratores cafeeiros, de bitola estreita: na lavoura e no terreiro

Figura 6
Máquinas automotrizes de colheita de café

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Material escrito por:

José Braz Matiello

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