Cafeeiros submetidos a estresses, especialmente por déficits hídricos, apresentam grande queda de folhas. Assim, os ramos plagiotrópicos ficam muitos desfolhados, perdendo até o último par de folhas.
Na condição de ramos desfolhados ocorre um menor pegamento da florada, pois esses ramos ficam com poucas reservas para suprir o desenvolvimento dos frutos, que, em boa parte, acabam caindo.
Na situação em que os ramos perdem até o último par de folhas da ponta dos ramos, a translocação de água e nutrientes fica muito prejudicada, pois as folhas funcionam como bomba para essa translocação e, assim, o ramo pode apresentar seca de ponteiros, com redução drástica da frutificação.
As chuvas mais precoces (em agosto e setembro) ao promoverem antecipadamente a formação de um par novo de folhas, reduz o risco de seca do ponteiro do ramo e tende a fornecer energia para a frutificação, cuja maior exigência ocorre a partir de 80 dias pós florada, quando os frutinhos começam a formar as sementes internamente, o que chamamos de fase de granação dos frutos.
Em cafeeiros que por estresses ficam mais desfolhados, os pares de folhas novos que se formam por chuvas precoces ou por irrigação mais cedo, o pegamento da florada fica favorecido, resultando em maior frutificação