Um café com a marca da ousadia
Comprovou-se as características organolépticas do café conilon com notas na escala sensorial da ABIC que ultrapassaram a escala 8, inserindo o conilon na classificação de café gourmet. O setor de produção do café conilon não teme o futuro, está convencido do enorme espaço já conquistado e pretende caminhar para a conquista de horizontes ainda mais amplos. A falácia de que se consegue produzir conilon a baixo custo é um atestado inequívoco de desconhecimento do setor.
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Foi aí que surgiu, em São Gabriel da Palha, capitaneada pela então prefeito municipal Dário Martinelli, os primeiros viveiros e o plantio das primeiras lavouras do extraordinário café conilon. Rapidamente sua cultura expandiu-se, oportunizando, inclusive, o surgimento da Real Café Solúvel do Brasil, sustentáculo desse desenvolvimento inicial.
As resistências contra o conilon foram grandes (mais por desconhecimento do que por entendimento de suas virtudes). Independentemente de todos os óbices, a cafeicultura de conilon se expandiu e a produção avolumou-se a ponto de estarmos produzindo, hoje, mais de 8 milhões de sacas/ano.
Destaque-se, entretanto, que esse aumento vertiginoso da produção não foi por acaso, mas calcado num planejamento técnico-científico respeitável. Materiais genéticos de ponta foram e estão sendo selecionados ensejando o aumento significativo da produção com qualidade e produtividade.
Não satisfeito com todas estas conquistas, o setor público/privado do café conilon está priorizando os estudos para o estabelecimento de um PADRÃO BEBIDA que redundou em um trabalho de fôlego do CETCAF com a ABIC, onde 1.200 amostras de café conilon foram avaliadas e seus resultados apresentados no ENCAFÉ de Guarapari/ES em 2006.
Ali comprovou-se as características organolépticas do café conilon com notas na escala sensorial da ABIC que ultrapassaram a escala 8, inserindo o conilon na classificação de café gourmet. As conquistas não param por aí e novos materiais estão sendo estudados objetivando o alcance de marcas ainda maiores, na produtividade, na qualidade da bebida e no lançamento de cafés conilon puro com excepcional aceitação pelo mercado.
O setor de produção do café conilon não teme o futuro, está convencido do enorme espaço já conquistado e pretende caminhar para a conquista de horizontes ainda mais amplos.
Ressalte-se, por fim, que o café conilon cereja descascado já é uma realidade, com tendência de aumento meteórico de sua produção. Quanto à falácia de que se consegue produzir café conilon de baixo custo torna-se um atestado inequívoco de desconhecimento do setor. As novas tecnologias introduzidas aumentaram, em muito, a demanda por mão-de-obra, insumo cada vez mais oneroso no processo produtivo.
Outro equívoco, que de tanto ser repetido acaba tornando-se realidade é a questão da cafeína no conilon que, em casos extremos, chega a 2%, nada assim tão superior à cafeína contida no arábica, nos refrigerantes e no chá.
Em tempos de crise, "quando começa faltar o pão todo mundo briga e ninguém tem razão".
Material escrito por:
Frederico de Almeida Daher
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VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/08/2009
Os concursos de qualidade de conilon vem acontecendo com regularidade. Dias 16 e 17 de setembro próximo estaremos em São Gabriel da Palha no VI Simpósio Brasil Café Conilon e no VI Concurso Conilon de Excelência Cooabriel.
Convido o amigo para estar conosco nessa grande festa, onde poderemos conversar sobe outros concursos a serem implementados.
Abraço

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/08/2009
Na verdade estaremos melhor se estivermos juntos nessa caminhada em favor de uma cafeicultura brasileira mais valorizada.
Agradeço-lhe o contato.
Abraço

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 25/08/2009
Agradeço-lhe o contato pelo CaféPoint.
Conilon classificado como gourmet?
Sim, sugiro uma visita ao site www.cetcaf.com.br, inclusive verificando os degustadores que participaram do estudo.
Quem ganha com essa classificação?
Todos (produtor, industrial, consumidor)
O produtor está sendo remunerado acima do mercado com 30% a mais por saca de 60kg beneficiada; o industrial, que tem a sua disposição um produto de excelente qualidade; o consumidor, que tem oportunidade de tomar um bom café (cada vez mais procurado).
Obrigado por não ser contra o conilon - o que revela sua sensibilidade, o que é inovador.
Não desejamos, isso não faz parte da nossa programação: desmitificar o arábica, muito pelo contrário. Na verdade estamos juntos nessa luta em favor de uma remuneação justa para o cafeicultor brasileiro.
Desejo muito sucesso em sua vida profissional.
Cordialmente,
MARUMBI - PARANÁ - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 20/08/2009
Quem ganha mais com essa classificação? Produtor, consumidor ou a indústria?
A indústria, a ABIC, o setor público e o setor privado, deveriam informar melhor o consumidor qual a mistura(porcentagem) que realmente existe dentro dos "saquinhos" de café torrado e moído que estão nas gôndolas dos mercados, as diferenças entre arábica e robusta, para não serem "conduzidos" para este ou aquele produto como se fosse um "novo milagre".
Não sou contra o conilon. Concordo plenamente que ele tem muitas qualidades organolépticas, grande quantidade de sólidos solúveis (ideal para as indústrias de solúveis), um custo de produção mais baixo, só não dá para comparar aroma e sabor com o arábica.

LINHARES - ESPÍRITO SANTO - PESQUISA/ENSINO
EM 17/08/2009
Abraços.
DIVINOLÂNDIA - SÃO PAULO
EM 14/08/2009
Vamos todos morrer abraçados. Esta é a estratégia da ABIC. Ela quer café barato e facil. Dar nota 8 num conilon e 8 num arábica, realmente é tudo a mesma coisa e sabe por quê?
Porque para a ABIC não é café o que importa e sim, dinheiro. Beber café hoje não traz prazer algum, pois seu gosto está muito amargo.