Tendência do mercado de café: qualidade em produtos e serviços
Enquanto a maioria dos setores de alimentos se organizou com parcerias ao longo da cadeia de comercialização para satisfazer o mercado, o setor cafeeiro em geral ainda se encontra no campo das bolsas de mercadorias em que são comercializados os cafés tradicionais. No entanto, o consumidor dos novos tempos não se satisfaz com uma bebida genérica. Por Mauro Benedetti, especialista em qualidade do café
Publicado em: - 1 minuto de leitura
Enquanto a maioria dos setores de alimentos se organizou com parcerias ao longo da cadeia de comercialização para satisfazer o mercado, o setor cafeeiro em geral ainda se encontra no campo das bolsas de mercadorias em que são comercializados os cafés tradicionais. Esse modelo antigo favorece a um grupo de empresas que disputam entre si, principalmente no tocante a preço, por uma fatia de mercado.
No entanto, o consumidor dos novos tempos não se satisfaz mais com uma bebida genérica, mas busca o prazer e o entusiasmo encontrados na diversidade de sabores oferecidos por um legítimo café Gourmet, que são percebidos e apreciados na xícara. Daí até o despertar da curiosidade em conhecer a origem e processos de produção dá-se no tempo de alguns poucos goles, permeados de intenções degustativas junto ao seu mais novo companheiro, o cafezinho especial.
No Brasil e no mundo os cafés especiais vem ganhando terreno ante os cafés tradicionais, com taxas de crescimento acima de 15% ao ano em muitos mercados, enquanto a taxa de crescimento do consumo de café em geral flutua ao redor de 1,5% no mundo e 3% no Brasil1 e mercados emergentes.
A produção com qualidade, portanto, vem ao encontro do novo cenário de consumo, despontando como processo fundamental para o sucesso do produtor, que deve estar ciente das exigências do consumidor sofisticado.
Porém, o produtor deve ser recompensado pelo mercado quando se dispõem a produzir um café de alta qualidade. É preciso que os envolvidos diretamente com a qualidade produtiva do grão estejam bem servidos com parceiros comerciais para a correta valorização de seus produtos. E este parece ser o maior gargalo dentro da cadeia de comercialização do café.
Deste modo, a estruturação de parceiras comerciais junto a produtores de café de qualidade representa hoje o grande salto para a sustentabilidade econômica deste segmento.
1www.cafepoint.com.br/cadeia-produtiva/giro-de-noticias/cafe-gourmet-cresce-4-vezes-mais-do-que-o-tradicional-83973n.aspx
Material escrito por:
Mauro Benedetti
Degustador Oficial e Consultor em Qualidade do Café. Desenvolvedor comercial de cafés especiais: mercado interno e externo. Consultor Técnico / Certificações / UTZ. Membro da Associação dos Cafés Vulcânicos. Formado em Publicidade.
Acessar todos os materiaisDeixe sua opinião!

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 22/07/2013

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 22/07/2013

CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 19/07/2013

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - INSTITUIÇÕES GOVERNAMENTAIS
EM 19/07/2013
CAMBUQUIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 19/07/2013
Contudo tenho observado em especial este ano, que o mercado está mostrando uma cara bem esquisita. Naõ se pode prever o que vai acontecer, mas produzir café especial a custo inferior a N.Y+20 a 30, é loucura, e perde-se dinheiro e trabalho.
Tomamos uma decisão muito ruim, mas todo o café especial nosso que não atingir este preço, ele não vai para exportação, pois será passado em um triturador e será comercializado como resíduo, ou seja somente poderá ser vendido no mercado interno. O preço de um café fino e de uma escolha de bom aproveitamento estão muito próximos. Neste caso, melhor não ofertar aquilo que o mercado não pode pagar.