Rotulagem - % arabicas % robustas e tolerância de toxinas
O P.V.A (preto, verde e ardido), é o resíduo de café que não tem mercado externo. Em sua totalidade, esse P.V.A é utilizado na torrefação nacional e consumido pelo povo brasileiro. No comércio, o preço do café torrado e moído está próximo do custo da matéria prima de um café verde normal, demonstrando que a maioria do café que bebemos não passa de resíduo de café, que deveria ser descartado ou transformado em biodiesel ou óleo para finalidades diversas.
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O P.V.A em questão provoca uma inadequação, descaracterizando o verdadeiro sabor e prejudicando a qualidade. Misturam, ainda, nele o Conilon / Robusta na faixa de 12.000.000 de sacas que são consumidas internamente, as quais, somadas ao P.V.A quase equivale ao nosso consumo interno, de um café de qualidade muito inferior.
Com exceção de fazendas e algumas firmas que se preocupam em fornecer cafés gourmet e de qualidade, a grande maioria dos cafés vendidos principalmente nos supermercados está longe da qualidade desejada, inibindo o aumento do consumo.
Assim estamos reorganizando, a ABCA (Associação Brasileira de Café Arábica), visando à defesa do Arábica e Rotulagem.
Nenhum país importa o P.V.A e estamos fornecendo ao povo brasileiro uma quantidade de cafés torrados e moídos sem o mínimo critério de tolerância de resíduo de toxinas. Esse nível de contaminação provocado pela quantidade anormal de toxinas está ultrapassando níveis toleráveis, muito superiores ao de um país desenvolvido.
No Brasil, não existe legislação alguma impondo níveis de tolerância de toxinas em café e estamos tomando cafés sem critérios técnicos, visando unicamente à guerra de preços e deixando a nossa população à mercê dos interesses econômicos, acima da segurança alimentar. O Brasil consome um dos piores cafés do mundo em qualidade e, ainda sem especificação na rotulagem. Temos a obrigação de estabelecer níveis de tolerância de toxinas.
O Engenheiro Agrônomo Armando Matielli, que esteve presente no Seminário Internacional de Café, realizado em Belo Horizonte, de 09 a 12 de setembro, do corrente ano, contatou com diversas autoridades mostrando a necessidade da rotulagem e o marketing a favor do arábica. aproveitou a oportunidade e conversou com o governador antônio Anastasia e lhe entregou um documento expondo o relatado nesse artigo (vide foto).
É preemente a rotulagem do café no brasil. o consumidor tem pleno direito de optar pelo produto que quer consumir. não estamos lhe dando essa oportunidade de escolha do produto desejado, pois, os interesses econômicos estão acima da segurança alimentar.
A exigência da rotulagem e, as devidas composições em porcentagens de arábicas e robustas e, citar o nível de tolerância de toxinas, como fazem os países sérios e responsáveis em relação a sua população será a tônica do trabalho da ABCA.
As informações são do Engenheiro Agrônomo Armando Matielli, MBA na FGV - Cafeicultor e membro da ABCA, estágio no Instituto de Toxicologia na Alemanha e no Centro de toxicologia da Bayer em Wuppertall.
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SÃO PAULO - SÃO PAULO
EM 03/05/2022

JI-PARANÁ - RONDÔNIA - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 07/10/2013
Ama pequena indústria de café que por ter quantidade mínima de fazer um pedido de embalagem, é obrigado a comprar 600 kgs de cada tamanho, não tem como prevê o blend daqui a 12 meses. Assim seria mais fácil que eu pensava em tocar uma indústria de café.

MINAS GERAIS
EM 06/10/2013
Uma certeza: há cafés bons e ruins, tanto Arábica como Conilon.
Que tal uma ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DOS CONSUMIDORES DE CAFÉS SEM TOXINAS?
E nós produtores, vendemos todos nossos cafés PVA... não nos lembrando dos consumidores. Porém, quando vamos ao supermercado, reclamos de leite com soda caustica, amendoin com aflatoxina, suco com desinfetante... etc etc.....
Parabéns pela iniciativa do Matielli.
Lembrando que se a catação do café for de 15%, teremos na safra brasileira cerca de 7,5 milhões de sacas de PVA... consumidos internamente.... se transformado em outros produtos, seriam menos 7,5 milhões de sacas no mercado..... e mais saúde para os brasileiros.
Em tempo: quem deveria tratar disto não seria o MINISTÉRIO DA SAÚDE ?
Abraços,
Celso

ALFENAS - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 04/10/2013

COLATINA - ESPÍRITO SANTO
EM 04/10/2013
E LENDO O ARTIDO DO SR. ARMANDO MATIALI É QUE TENHO AINDA AMAIS CERTEZA QUE OS PRODUTORES DO CAFÉ CONILON DEVERIAM IMPLANTAR A
ABCC (ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DO CAFÉ COLINON).

VILA VALÉRIO - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 30/09/2013

ANDRADAS - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 29/09/2013

SERRA NEGRA - SÃO PAULO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 28/09/2013
Sendo o consumidor brasileiro o maior cliente do nosso café; infelizmente não é respeitado como deveria em termos de qualidade do produto e informações adequadas sobre o mesmo.
É uma lástima, pois em qualquer tipo de atividade os melhores clientes são normalmente diferenciados positivamente.

JI-PARANÁ - RONDÔNIA - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 28/09/2013

RIO DE JANEIRO - RIO DE JANEIRO
EM 28/09/2013
Enquanto a Alemanha fatura alto sem ter sequer um pé de café plantado, por aqui se chora as mágoas perante esse governo inepto e populista, passam-se décadas e nada muda.
Quando encontramos um arábica melhor é de furar o olho, mas lá fora eles pagam baratinho e agente compra aquelas lindas cápsulas bem carinhas, mas são gourmet, que maravilha, como é bom ser brasileiro, como somos espertos, é um país de "espertos".
em criança eu já lia que um país adiantado era aquele que comprava matéria prima e vendia máquinas, quem ganhava dinheiro e progredia era aquele que transformava uma matéria-prima em algum produto com valor agregado.
O tempo passa, já estou com um pé na cova e continuamos no mesmo jeitinho, produzindo matéria-prima, alimentos para o mundo a preço de banana e comprando tudo que nos enfiam goela abaixo, bem agregado e com nossa matéria prima.
É triste deixar esse mundo e ver que seu país não anda e continua sendo dos "espertos", espertos demais para o meu gosto.

MUQUI - ESPÍRITO SANTO - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/09/2013

JACAREZINHO - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 27/09/2013
O interessante é que eles gastam muito dinheiro para não deixar sair a "ROTULAÇÃO DO CAFÉ"!!!

CAPELINHA - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS
EM 27/09/2013

SÃO PAULO - SÃO PAULO - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 26/09/2013

MARUMBI - PARANÁ - PRODUÇÃO DE CAFÉ
EM 26/09/2013

VITÓRIA - ESPÍRITO SANTO - PROVA/ESPECIALISTA EM QUALIDADE DE CAFÉ
EM 26/09/2013
Não tem porque obrigar as torrefadoras usarem determinada porcentagem de cada espécie, usa qual quiser.. se preferir use 100% conilon.. mas informe isso ao consumidor.
SÃO SEBASTIÃO DO PARAÍSO - MINAS GERAIS - INDÚSTRIA DE CAFÉ
EM 26/09/2013