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Por que o agronegócio não parou?

ESPAÇO ABERTO

EM 27/05/2020

2 MIN DE LEITURA

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Por Gustavo Almeida*

A China, que sempre esteve ativa e ao lado do agronegócio brasileiro, no início da pandemia - entre janeiro e fevereiro - reduziu suas importações em 4% e as exportações em 17%, no entanto, em março o setor já começou a reagir, e o percentual da redução passou para 0,9% em importações, e 6,6% nas exportações, seguindo uma crescente. Com a retomada das atividades chinesas em abril e maio, o mercado brasileiro de grãos deverá ser favorecido, levando em consideração também o câmbio, que valoriza nosso produto nas exportações.

Em contrapartida, os preços de insumos para utilização na lavoura estão sempre crescendo devido a alta do dólar, fato que também reflete nas máquinas e nas tecnologias usadas pelos produtores rurais em suas lavouras. Com isso, o Governo deveria realizar novas liberações e facilidades para fornecer crédito rural aos produtores, já que essa crescente de produção pode ajudar a abastecer a população de forma considerável.

Em alguns setores já é possível observar a alta demanda e escassez de alguns alimentos nas prateleiras devido a fatores atuais que desencadeiam uma elevação em sua procura. A exemplo disso temos a laranja, que de acordo com muitos especialistas, tem sido item obrigatório nas compras por ser um alimento importante para a saúde, especialmente neste momento em que todos estão cuidando de forma redobrada da imunidade.

Exportar e movimentar

Outro fator importante são as exportações, pois o setor é o único que está ativo e demandando bastante. Uma das orientações da política econômica é aumentar a nossa exportação para que possamos atrair o dólar e assim movimentar o mercado brasileiro. Sem dúvidas, a tecnologia vem para ajudar o mercado a gerir todo esse fluxo logístico, além dos controles financeiros e outras operações. Uma boa ferramenta de gestão proporciona mais automação em controles, qualidade e resultados mais precisos.

Mesmo com os agentes portuários relatando que possa haver paralisação e atrasos na liberação das cargas nos portos chineses, nos meses de janeiro a março de 2020 a participação das exportações brasileiras superou os 28%, segundo dados da Secex. Com o aumento da exportação e da demanda do mercado exterior hoje, é necessário que alguns produtos sejam rastreados - não só pela viabilização dos dados de pós colheita como também de todo o ciclo produtivo que vai desde a escolha da semente ou da muda, passando pela logística da matéria prima, o beneficiamento, armazenamento, embalagem até chegar ao consumidor final.

A crise e a retomada da força econômica geral brasileira podem ser prolongadas, mesmo com as medidas que estão sendo tomadas pelo nosso Governo. Enquanto a estimativa do PIB do Brasil passou de 0,02 para -4,7%, o PIB do Agronegócio cresceu 2,42% no acumulado de janeiro a fevereiro em relação ao mesmo período do ano passado, podendo chegar a 2,8%. Com isso podemos esperar uma grande ajuda do nosso agronegócio em nossa economia. Por esta razão o setor tem sido estratégico neste momento de pandemia, sendo importante o investimento em tecnologias que possam fazer a gestão deste mercado com eficiência e agilidade rentável que os produtores tanto necessitam.

*Gustavo Almeida é Head Of Product Agronegócio Senior Mega

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