Síntese agropecuária BM&F - 29/12/2006
Com produção elevada, exportações aquecidas e aumento do consumo interno, o setor comemora o bom ano.
Com produção elevada, exportações aquecidas e aumento do consumo interno, o setor comemora o bom ano.
Em seu relatório sobre o mercado de café em novembro, o Diretor-Executivo da OIC, Néstor Osório, chamou a atenção para a alta significativa nos preços do arábica no mês passado, enquanto as cotações do robusta subiram mais levemente.
O mercado de café continua à espera de definições para a safra 2007/2008. Os preços, de acordo com o mercado, seguem sustentados com a expectativa de safra reduzida e de baixa qualidade dos grãos devido à bienalidade da cultura e pela florada irregular prejudicada pela deficiência hídrica nas áreas cafeeiras.
O café sinalizou uma recuperação das cotações do arábica no mês de outubro, basicamente em razão de movimentos técnicos. Mas os fundamentos para o produto são de alta, em razão da demanda das indústrias do hemisfério norte, devido ao inverno. Por outro lado, dizer que a safra 2006/07 será menor apenas por conta do ciclo bienal é pouco diante das incertezas envolvendo a produção.
Em seu relatório sobre o mercado de café de outubro, Néstor Osorio, Diretor Executivo da Organização Internacional do Café, OIC, mostrou a relativa estabilidade dos preços do café, no mês passado. As expectativas sobre a safra brasileira 2007/08 e sobre a safra 2006/07 do Vietnã vão determinar o mercado.
A colheita da safra 2006/07 terminou com safra abundante e de boa qualidade dos grãos. Agora, as atenções se voltam para a próxima safra, que, devido à bianualidade da cultura, tende a ter produção menor que a atual. Depois de longo período de déficit hídrico, houve melhora na situação climática, o que regularizou a florada nos cafezais e reduziu o risco de quebra de safra.
A oferta do café robusta manteve-se limitada em setembro, sustentando a alta nas cotações nos últimos três meses. Já as cotações do arábica voltaram a se reduzir devido ao aumento de oferta na origem e melhoria das condições climáticas no Brasil.
No seu relatório sobre o mercado de café, de Setembro, Néstor Osorio, Diretor Executivo da Organização Internacional do Café, OIC, apontou a estabilização dos preços no mês passado, após o movimento de alta verificado em agosto.
Na Bolsa, o mercado futuro de café arábica negociou 57.363 contratos em agosto de 2006, alta de 64,7% em comparação com julho do mesmo ano (34.826). Até 25 de setembro, inclusive, foram transacionados 28.603 contratos, com média de 1.787 contratos por dia.
Em seu relatório de mercado referente a agosto, Néstor Osorio, Diretor-Executivo da Organização Internacional do Café, OIC, chamou a atenção para a grande volatilidade do mercado cafeeiro, no mês, e, em particular, para o aumento apreciável dos preços dos robustas.
O mercado cafeeiro começa a apresentar ritmo mais acelerado na comercialização nas últimas semanas de agosto, devido à melhora nos preços do mercado internacional, influenciando diretamente os produtores brasileiros, que começam a negociar de forma mais intensa a safra 2006/07. A colheita dessa safra está chegando ao final, com 79% já colhidos, segundo os relatórios das consultorias.
As cotações do café, nos diferentes mercados internacionais, enfrentaram grande volatilidade em julho devido ao avanço da colheita brasileira e ao peso da movimentação dos fundos de investimentos. Isto conduziu a uma queda contínua nas cotações, até o dia vinte do mês, quando se iniciou um processo de recuperação, sob o efeito de riscos de geadas no Brasil e de relativa escassez de café robusta no mercado.
O relatório do mês julho, do Diretor Executivo da OIC, Nestor Osorio, aborda, mais especificamente, os preços do café robusta, que têm subido significativamente desde o fim de julho. Em 2 agosto, o indicador diário da OIC para robustas passou dos 70 centavos de dólar por libra peso, alcançando seu nível mais elevado desde 8 de dezembro de 1999.
O mercado cafeeiro tem apresentado ritmo lento de negócios nas últimas semanas, devido aos baixos preços praticados. Os vendedores estão retraídos e apenas os produtores descapitalizados estão negociando parte da colheita, enquanto outros produtores permanecem à espera de uma reação dos preços.
As condições favoráveis de clima, prevalecentes durante o mês de junho e meados de julho no Brasil, atuaram no sentido de derrubar as cotações internacionais do café, em função do baixo risco de geada e, concomitantemente, da aceleração da colheita.
Em seu relatório mensal de junho, divulgado ontem, 12/7, o Diretor Executivo da Organização Internacional do Café (OIC), Nestór Osorio, detalha a evolução dos preços do produto no mês passado e aponta a tendência de firmeza nas cotações para a safra 2006/7.
Na sua síntese do Mercado de Café, publicada em 30/6, a BM&F destaca a <br>influência da safra 2006/07, cuja colheita avança, favorecida pelas condições de clima, que, por outro lado, não trazem previsão de geadas. As cotações no mercado físico acumularam quedas. Estas foram insuficientes, no entanto, para impulsionar as exportações, já que o produto brasileiro está sendo considerado caro