Síntese agropecuária BM&F 31/10/2006

A colheita da safra 2006/07 terminou com safra abundante e de boa qualidade dos grãos. Agora, as atenções se voltam para a próxima safra, que, devido à bianualidade da cultura, tende a ter produção menor que a atual. Depois de longo período de déficit hídrico, houve melhora na situação climática, o que regularizou a florada nos cafezais e reduziu o risco de quebra de safra.

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Com mercado físico calmo, futuros seguem a volatilidade das bolsas internacionais

Com a colheita de café finalizada, as atenções dos produtores se voltam para a próxima safra.

A colheita da safra 2006/07 terminou com safra abundante e de boa qualidade dos grãos. Agora, as atenções se voltam para a próxima safra, que, devido à bianualidade da cultura, tende a ter produção menor que a atual. Depois de longo período de déficit hídrico, houve melhora na situação climática, o que regularizou a florada nos cafezais e reduziu o risco de quebra de safra.

O volume exportado em setembro foi de 2,48 milhões de sacas, acréscimo de 32,2% se comparado com o mesmo período do ano anterior (1,8 milhão de sacas).

De janeiro a setembro de 2006, já foram exportados 16,1 milhões de sacas, representando declínio de 3,7% em relação ao acumulado do mesmo período de 2005, segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafe).

No mercado físico, o cenário encontra-se travado em relação às negociações, com a ausência de vendedores e a espera de melhora nos preços. A cotação média da saca de café arábica, bica corrida, tipo 6, na região do Cerrado Mineiro, até 25 de outubro, acumula elevação de 5%, cotado em R$ 242,41/saca, segundo o Centro de Estudos de Economia Aplicada (Cepea).

As cotações dos contratos futuros na BM&F (gráfico 1 e tabela 1) fecharam em 24 de outubro em US$ 126,60/saca para dezembro/06; US$ 131,75/saca para março/07; US$ 134,55/saca para maio/07; US$ 139,20/saca para setembro/07; e US$ 145,00/saca para dezembro/07.

Figura 1

Fonte:BM&F

Gráfico 1 - Evolução dos preços futuros de café arábica

Figura 2
Fonte:BM&F

Tabela 1 - cotações dos contratos futuros de café arábica na BM&F

Na Nybot, as cotações de fechamento ficaram em US$¢ 107,15/lp para dezembro/06; US$¢ 111,10/lp para março/07; US$¢ 113,75/lp para maio/07; US$¢ 116,20/lp para julho/07; US$¢ 118,60/lp para setembro/07; e US$¢ 121,60/lp para dezembro/07. As bolsas internacionais, Nybot e Liffe, tiveram comportamento de alta, principalmente devido à atuação dos fundos.

O retorno diário dos preços do contrato futuro de café arábica para vencimento dezembro/06 (Gráfico 2), negociado na BM&F em outubro, situou-se entre o máximo de 4,26% (no dia 23) e o mínimo de -3,25% (no dia 2). Esse período caracterizou-se pela alta volatilidade, seguindo o comportamento dos mercados internacionais.

Figura 3

Fonte:BM&F

Gráfico 2 - Retorno diário do contrato futuro de café arábica (vencimento dezembro/06).

O diferencial de preços entre BM&F e Nybot demonstra trajetória relativamente constante no último mês (Gráfico 3), resultante de um mercado tranqüilo, sem grandes novidades na estrutura de oferta e demanda.

Figura 4

Fonte:BM&F

Gráfico 3 - Diferencial de preços entre BM&F e Nybot (2004-2006).

Na BM&F, o mercado futuro de café arábica negociou 35.988 contratos em setembro de 2006, queda de 37,3% comparado com o mês anterior (57.363). Em outubro, até o dia 24 inclusive, foram transacionados 29.278 contratos - média diária de 1.830.

Em 20 de outubro, o número de contratos em aberto de café arábica na BM&F atingiu o recorde histórico de 29.109 contratos, evidenciando maior participação dos agentes nas negociações dessa mercadoria.

A presença de pessoa jurídica não-financeira na posição comprada no mercado de café na BM&F era de 47,5% em 24 de outubro, similar à posição vendida, com 44%.

No Departamento de Classificação da BM&F, foram certificadas, até 24 de outubro, 415.000 sacas de café, significando incremento de 22% em relação ao mesmo período do mês passado.
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Arnaldo Reis Caldeira Júnior
ARNALDO REIS CALDEIRA JÚNIOR

CARMO DA CACHOEIRA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 03/11/2006

Prezados senhores,

Gostaria de comentar algumas informações que não me parecem verídicas, pois aqui no campo a realidade é outra.

No segundo parágrafo, encontram-se informações no mínimo distorcidas, espero que não tendenciosas:

1. A safra não foi abundante assim e não existe tanto café de qualidade como está sendo referido.

2. As chuvas não regularizaram o déficit hídrico, portanto as conseqüências da seca ainda predominam no cenário produtivo. As primeiras floradas não foram grande coisa. Além disso, as gemas originaram novas folhas e não frutos.

Concluindo, podem ter certeza de que a quebra de safra existirá, sim!
Só nos resta saber quanto: 25, 30, 35 ou até 40 %?

Saudações.