sylvia saes

SYLVIA SAES

Professora do Departamento de Administração da USP e coordenadora do Center for Organization Studies (CORS)

13/08/2010

Qual é o futuro para o Zé Agricultor?

Texto popular na Internet, a carta do Zé Agricultor para o Luis da Cidade expressa o sentimento de muitos brasileiros. Escrita com humor, explora os contrastes entre as zonas urbanas e rurais, tendo em vista o progressivo endurecimento das regras trabalhistas e ambientais. A conclusão que apresenta é a de que as restrições crescentes impostas aos agricultores não encontram um paralelo nos grandes centros; em consequência, essa penalização levaria, no médio prazo, ao abandono da atividade agrícola por um número crescente de indivíduos.

14/07/2010

Afinal, qual era a função do Dunga?

A recente eliminação da seleção brasileira de futebol da Copa do Mundo tem motivado as mais variadas interpretações. Uma figura, em especial, constitui o alvo dessas análises: o treinador Dunga. Sua inexperiência, a falta de técnica nos tempos de jogador ou ainda a incapacidade de lidar com as pressões da imprensa; abundam razões para desqualificar o trabalho daquele que, segundo se dizia há quatro anos, chegava para por ordem na casa. Nossa proposta é discutir o papel do comandante em uma equipe; em outras palavras, para que servem os técnicos, os gerentes, enfim, a figura do chefe?

30/06/2010

Reforma agrária além das simplificações

Poucos temas acirram tanto os ânimos quanto o processo de reforma agrária no Brasil. Sua natureza polêmica deriva não apenas das implicações redistributivas que traria para nossa sociedade, como também das práticas empregadas por cada lado do debate. Entre os defensores da ação do Movimento dos Sem Terra (MST), as críticas direcionadas aos ruralistas são constantes; entre os produtores rurais, é evidente a repulsa quanto às invasões empreendidas pelos militantes do MST.

14/06/2010

Polemizar para construir?

O que era para ter sido o último artigo da série acabou fornecendo material suficiente para a continuação da polêmica. Que o <i>drawback</i> é um dos temas mais explosivos relacionados à cafeicultura, isso já sabíamos. Conforme não é novidade para ninguém, consideramos que há razões para acreditarmos que o <i>drawback</i> beneficiaria o país como um todo. Os motivos se amparam sobretudo em argumentos qualitativos, cuja repetição seria enfadonha. Não cabe a nós, entretanto, dar a palavra final sobre o tema. Na verdade, ninguém deveria ter essa prerrogativa, especialmente na ausência de um debate sólido, capaz de contrapor vantagens e desvantagens da decisão.

31/05/2010

Drawback: um dilema em números

Nossos últimos dois artigos discutiram a questão do <i>drawback</i> e sua conveniência para a sociedade brasileira. Prática voltada a garantir uma melhor inserção das empresas no mercado internacional, já faz parte do cotidiano de diversos setores econômicos da nação e, no caso do café, é usado por muitos concorrentes. Antes de partir para um novo tema, porém, gostaríamos de apresentar alguns números que demonstram de forma sintética a urgência de uma ação.

29/04/2010

Olha o drawback aí de novo...

Notícias publicadas no CaféPoint mostram que o Governo Federal estuda permitir o <i>drawback</i>, atendendo a um pedido da indústria de café solúvel. E que a resistência do segmento produtor é enorme, o que influenciou decisão recente da Câmara de Comércio Exterior (Camex), no sentido de postergar um direcionamento nesse sentido. Embora seja improvável uma mudança em tal orientação no curto prazo, seguem as demandas da indústria, os temores dos produtores e a incerteza para toda a cafeicultura nacional.

15/04/2010

A legislação trabalhista e a agricultura

Volta e meia, notícias sobre o desrespeito à legislação trabalhista no interior brasileiro são disponibilizadas na imprensa. Em geral baseadas na exposição de um caso, contribuem para a criação da imagem - nos centros urbanos do Brasil e no exterior -, de que a agricultura brasileira engatinha na concessão de direitos básicos aos trabalhadores. Quando usado como uma generalização, nada mais injusto. Já como indicador de que ainda há muito a ser feito, tais denúncias são válidas.

26/02/2010

Queremos um plebiscito?

A aclamação de Dilma Rousseff lança o Brasil definitivamente na campanha de sucessão ao presidente Lula. Esse fato ocorre um pouco antes da hora, é verdade, tendo em vista os prazos estipulados pela justiça eleitoral. A regra, porém, nem sempre vale o que deve em nosso país, predominando a lógica da ação prática, voltada aos resultados. O que nos resta é refletir acerca do significado do processo sucessório, e suas consequências para a sociedade brasileira.

19/02/2010

Qual a cor do problema?

Como era de se esperar, dada a importância do tema, nosso último artigo, intitulado "Nem preto nem branco: cinza", motivou a participação de diversos leitores do CaféPoint. Juntamente com os comentários feitos ao texto original de Luiz Hafers e Marcelo Vieira, as contribuições recebidas demonstram o tamanho do desafio a ser enfrentado. O melhor de tudo é a predisposição ao debate, requisito para a resolução dos problemas que atingem a cafeicultura. Em meio a tantos tópicos de interesse, utilizaremos a resposta dada por Hafers e Vieira a nosso texto a fim de aprofundar um pouco mais a discussão.

26/01/2010

Nem preto nem branco: cinza

Em artigo publicado recentemente na Folha de São Paulo, Marcelo Vieira e Luiz Suplicy Hafers argumentam que estamos assistindo ao fim de um ciclo. Mais especificamente, ponderam os autores que a cafeicultura, o principal motor da economia brasileira durante décadas, vem sucumbindo frente a mudanças estruturais aqui ocorridas, que encarecem a mão-de-obra e tornam difícil a competição no mercado internacional. O resultado: endividamento crescente do setor.

26/11/2009

A questão climática e o Brasil

Nesse final de ano, todos os olhares da comunidade internacional estão voltados para Copenhagen. A capital dinamarquesa será a sede de uma importante conferência, em dezembro, com o objetivo de discutir o futuro da coordenação multilateral na questão do clima. Em resumo, o que as partes discutirão será o futuro pós-Protocolo de Kyoto, buscando aliar as necessidades de crescimento econômico das distintas sociedades ao redor do globo com o imperativo da redução na emissão de gases poluentes. Nos limitaremos a fazer um apanhado geral daquilo que vem sendo abordado de mais interessante, a fim de auxiliar no esclarecimento desse importante assunto.

27/10/2009

Rotular o café é a solução para nossos problemas?

Há inúmeros assuntos mais importantes para ocupar nossa atenção do que a quantidade de café robusta usada pela indústria. A própria relação entre a indústria e os cafeicultores oferece pontos mais interessantes a serem discutidos, e que poderiam assegurar ganhos concretos a todos. Infelizmente, não será o embate entre os elos da cadeia ou o estabelecimento de um rótulo o que responderá aos anseios de milhões de cafeicultores nos dias atuais.