Carlos Henrique Jorge Brando

CARLOS HENRIQUE JORGE BRANDO

Engenheiro civil pela Escola Politécnica da USP; pós-graduação à nível de doutorado em economia e negócios no Massachusetts Institute of Technology (MIT), EUA; sócio da P&A Marketing Internacional, empresa de consultoria e marketing na área de café

22/02/2010

Consumo de café: BRIC ou BIIC?

Os países do grupo BRIC - Brasil, Rússia, Índia e China - chamaram a atenção durante a recente crise global por terem ajudado a evitar uma depressão mundial e liderado a recuperação. Se analisarmos o consumo de café nestes países, notamos que o Brasil é o líder disparado do grupo, com aproximadamente 18,5 milhões de sacas consumidas por ano. Como a Rússia não é uma nação produtora de café, vamos substituí-la pela Indonésia e cunhar a abreviação BIIC, para indicar os países exportadores com as maiores taxas de crescimento de consumo.

01/07/2009

Colheita seletiva e pobreza em países produtores de café despolpado

Ao usarmos colheita por derriça manual ou mecânica, transferimos mais renda ao trabalhador e, portanto, criamos uma cafeicultura economicamente mais justa e socialmente responsável que a dos concorrentes que produzem café despolpado. Mais uma razão para importadores comprarem mais Cafés do Brasil e pagarem mais por eles, principalmente depois dos recentes aumentos reais do salário brasileiro, que restringiram a rentabilidade de nossos produtores de arábica.

16/12/2008

A crise global resolverá o paradoxo dos cafés especiais e criará novas oportunidades para os produtores?

O aumento no consumo real de cafés especiais deverá se refletir em maiores importações, assim restringindo o processo de transformação de cafés comerciais em cafés pseudo-especiais. Esta mudança nos padrões de consumo criará oportunidades interessantes para os produtores de cafés especiais e tornará o paradoxo do café especial menos prevalente como resultado da crise global.

17/03/2008

O impacto da seca nas safras brasileiras de café

O potencial de produção de cada safra não foi obtido em nenhum dos anos de 1999 a 2001, apesar do uso de fertilizantes e pesticidas ter ficado bem acima da safra recorde de 2002, que conseguiu atingir o potencial produtivo apesar do reduzido uso de insumos. Pelo menos uma parte deste fenômeno pode ser explicado, sujeito à confirmação por agrometeorologistas, pelo nível insuficiente de chuvas nos anos de 1999 e 2001, ao contrário do nível pluviométrico normal verificado em 2002.

21/12/2007

As preferências dos jovens consumidores e o consumo de café: uma guerra matinal?

Além do incremento do consumo de sucos de frutas e água engarrafada pelos consumidores, fato já identificado em anos anteriores, a pesquisa de 2007 indica um forte aumento da preferência por bebidas achocolatadas, mais especificamente aquelas consumidas no café da manhã. Esta conclusão reitera a importância dos projetos em andamento no Brasil para incluir o café na merenda das escolas e também reforça a necessidade urgente de expansão do programa "Café na merenda, saúde na escola", em andamento desde 2006. Este programa, desenhado pela ABIC, vem sendo implementado com o apoio de empresas de torrefação, cooperativas, associações de produtores, prefeituras e secretarias.