André Guarçoni M.

ANDRÉ GUARÇONI M.

D.Sc. em Solos e Nutrição de Plantas pela Universidade Federal de Viçosa-MG. Pesquisador do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper)

26/08/2009

Densidade de plantio: influência na fertilidade do solo e na adubação

Em plantios adensados de café, os teores de nutrientes no solo aumentam gradativamente, devido ao processo de ciclagem, à menor adsorção de P no solo e à maior retenção de nutrientes que eventualmente seriam perdidos do sistema, seja por erosão, seja por lixiviação. Esse fato é de extrema relevância, uma vez que as doses de nutrientes são recomendadas levando em consideração os teores presentes no solo, além da produtividade esperada.

30/07/2009

Análise foliar e sua interpretação para a cultura do café

Devido às complexas reações que ocorrem no solo, alguns nutrientes podem ser determinados em quantidade suficiente, via análise de solo, mas podem estar, na verdade, indisponíveis para as plantas. Os tecidos das plantas, por sua vez, mostram o status nutricional das mesmas em dado momento, revelando sua real capacidade de absorver os nutrientes. Dessa forma, a análise dos tecidos, aliada à análise do solo, permite uma avaliação mais eficiente do estado nutricional do cafeeiro, possibilitando redirecionamentos do programa de adubação.

31/10/2008

O preço do fertilizante aumentou! E agora José?

Este é o momento ideal para se mudar a perspectiva geral utilizada atualmente na adubação: doses maiores do que as necessárias, pequeno enfoque no equilíbrio entre nutrientes, fontes caríssimas com reduzida relação benefício:custo, excesso de modismo, relutância em se utilizar o básico e simples. Ou o cafeicultor torna-se empresário e utiliza as tecnologias economicamente viáveis, ou será obrigado a abandonar a cafeicultura.

20/06/2008

Adubação fosfatada para o cafeeiro

A grande maioria dos solos tropicais apresenta elevada capacidade de retenção de fósforo e baixos teores desse nutriente em formas disponíveis. Assim, são necessárias aplicações de elevadas doses de fertilizantes fosfatados para o plantio e para a produção, mas são extraídas pelas plantas quantidades relativamente pequenas de fósforo, indicando que grande parte dos fosfatos adicionados estaria indisponível para o cafeeiro. Dentro desse contexto, a forma de aplicação do adubo fosfatado assume papel importante no sistema de produção do café.

06/03/2008

Utilização de silicatos na cafeicultura

O silício (Si) não é considerado um nutriente para as plantas, pois não satisfaz os critérios de essencialidade. Entretanto, são inegáveis os efeitos benéficos proporcionados pelo Si, especialmente para as gramíneas (arroz, cana-de-açúcar, milho, etc.), consideradas plantas acumuladoras de Si. São poucos os trabalhos em que se testou a adubação com silício para café. Uma melhor arquitetura, reduzindo o auto-sombreamento, e uma menor transpiração seriam benéficas ao cafeeiro. Entretanto, o cafeeiro não é uma planta acumuladora de Si, como o são as gramíneas, e esses efeitos ainda não foram comprovados cientificamente, ou seja, não há, ainda, um número de trabalhos suficiente para se formatar uma conclusão inequívoca.

08/10/2007

Adubação com Molibdênio para o cafeeiro?

Primeiramente, devemos lembrar que o Mo é um micronutriente, ou seja, apesar de ser absorvido em pequenas quantidades, é essencial para as plantas. A função do Mo na nutrição das plantas está relacionada com alterações de valência como componente metálico nas enzimas, sendo diretamente envolvido em reações redox. O Mo é componente de duas enzimas principais: nitrogenase e redutase do nitrato. Isso revela a importância do Mo para o ciclo do nitrogênio.

10/09/2007

Construindo as próprias curvas de resposta

A construção de curvas de resposta (calibração) é um trabalho de pesquisa elaborado, que envolve tanto o conhecimento do solo e da planta, quanto o conhecimento da dinâmica dos fertilizantes no meio. Transferir esse conhecimento, numa linguagem e num formato que o produtor possa entender e utilizar, é o grande desafio que se faz presente. Logo de início, a pergunta: seria possível transferir esse conhecimento aos produtores? Sim, em parte. E outra: os produtores seriam beneficiados ao construir suas próprias curvas de resposta? Sim, enormemente.