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Importação de café conilon: Mapa emite nota e CNA se posiciona contra

Por Equipe CaféPoint (CaféPoint)
postado em 10/02/2017

9 comentários
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Da redação

A Secretaria de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (SDA/Mapa) emitiu, nesta quinta-feira (9/2), nota em que refuta informações de “suposto estudo que relacionaria pragas com potencial capacidade para destruir cafezais capixabas e brasileiros, caso a importação dos grãos de café seja liberada pelo governo federal”.

Segundo o Mapa, atualmente, estão aptos a exportar para o país, grãos crus de café, diferentes países, mediante o cumprimento de requisitos para a mitigação de riscos fitossanitários inerentes a essas importações pelo país exportador, pelos produtores internacionais, pela vigilância agropecuária brasileira e pelos importadores nacionais. Tais requisitos são resultantes de estudos minuciosos de análise de risco de pragas (ARP) conduzidos de acordo com as normas internacionais, aprovadas e estabelecidas pelo Acordo de Medidas Sanitárias e Fitossanitárias do tratado da Organização Mundial do Comércio (SPS/OMC) e pela Convenção Internacional para a Proteção dos Vegetais, da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (CIPV/FAO/ONU) dos quais o Brasil é signatário.

“Todas as importações de grãos crus de café autorizadas pelo Mapa ou em vias de autorização passam previamente pelo estudo de ARP. Os produtos só são internalizados no Brasil mediante a comprovação do atendimento dos requisitos fitossanitários estabelecidos pelas ARP. Caso haja a constatação de descumprimento de tais requisitos ou a interceptação de praga quarentenária, o carregamento é destruído ou rechaçado, podendo a importação daquela origem ser suspensa e os requisitos fitossanitários revistos”, aponta a nota.

“Diante do exposto, podemos afirmar que o café importado não representa, absolutamente, ameaça fitossanitária aos estados produtores de café no Brasil”, afirma o Mapa.



CNA e FAEMG condenam importação de conilon pelo Brasil



Já nesta sexta-feira (10/2), a Confederação da Agricultura e Pecuária (CNA) e a Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Minas Gerais (FAEMG), se manifestaram contra a importação de café conilon. O presidente das Comissões Nacional e Estadual de Café da CNA e da FAEMG, Breno Mesquita, diz que a importação é uma ameaça fitossanitária aos cafezais e também aos produtores brasileiros. “A CNA e a FAEMG sempre foram contrárias à importação de café conilon, em qualquer quantidade, pela indústria, por entender que o Brasil tem produção suficiente para abastecê-la, e porque sabemos dos riscos fitossanitários inerentes à importação dos grãos, para os nossos cafezais”, pontuou Mesquita.

O diretor acredita que existe risco fitossanitário. “Ao trazermos café de outros países, corremos risco real de, junto com o grão e também na sacaria, virem pragas e doenças desconhecidas da cafeicultura brasileira e, até descobrirmos possíveis medidas para combatê-las, devido à burocracia existente no Brasil, podemos colocar em risco a nossa cafeicultura, que é uma atividade de grande importância econômica e social para o país”.
 

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Equipe CaféPoint    São Paulo - São Paulo

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Comentários

Carlos Alberto de Carvalho Costa

Muqui - Espírito Santo - Produção de café
postado em 13/02/2017

Não estou entendendo essa vontade louca do MAPA em importar café Conilon do Vietnã, parece até um conluio por debaixo dos panos com a indústria .

mario dornelles de alvarenga

Perdões - Minas Gerais - produçaõ de cafe
postado em 13/02/2017

Por mais que esperneemos parece que Mapa vai importar mesmo conillon,é fruto do poder da industria.Hoje percebo nossa fragilidade mediante ao poder da grande industria nacional e multinacional junto aos governos.Só nos resta em 2018 dar uma resposta a estes politicos de plantão!!!

saulo antonio melo siqueira

Cássia - Minas Gerais - produtor de café
postado em 13/02/2017

Temos comentado aqui sobre a atuação anti-patriótica e irresponsável de diversos órgãos  governamentais. Depois de todo tipo de desmando, estatísticas  falsas, projeções mentirosas, estamos em via de sermos ´´agraciados`` por mais uma benesse do governo brasileiro aos produtores estrangeiros em detrimento dos salvadores da pátria que continuam gerando emprego e segurando a economia deste malfadado Brasil. Pragas, desrespeito ao meio ambiente, não cumprimento de nenhuma responsabilidade trabalhista, etc.. É esta a nova ´´praga`` que este maldito governo quer que passemos a concorrer agora? Isto beneficia a quem? Quais interesses estão ocultos atrás disto? Vamos acordar enquanto há tempo.

Ailton Geraldo Dias

Vitória - Espírito Santo - Consultoria/extensão
postado em 13/02/2017

O MAPA demonstra estar subjugado ao poder político e, por isso, não se encontra habilitado para elaborar um posicionamento técnico contra a importação de café.

GINOAZZOLINI NETO

Londrina - Paraná - Produção de café
postado em 13/02/2017

Nada de importação. A indústria que pague o que vale e pare de choramingar. O Ministro não sabe nada de café. O negócio dele é soja.

Eder Bernabe

OUTRA - Espírito Santo - Produção de café
postado em 16/02/2017

Passou da hora de unirmos forças produtores de minas Banhia Espírito Santo principalmente  produtor capixaba que tanto vem sofrendo com a seca o produtor está descapitalizado não vai resistir a esse baque ,o governo que erra pra ser o parceiro do homem do campo está fazendo ao contrário com essa medida

joao filipe bruno

Pancas - Espírito Santo - Produção de café
postado em 17/02/2017

Alem de prejudicar os produtores internos de café conillon, que a maioria é de pequenas propriedades onde dependem totalmente de suas lavouras para sobrevivência, ainda corremos o risco de novas doenças e pragas chegarem com a importação. Alem da doença causada pela crise, poderemos ter ainda uma praga devastando os cafezais e gerando assim prejuizo enorme para todos os setores. O produtor necessita de bons preços para poder manter as lavouras em um nível para boa produtividade, e consequentemente oferecendo assim um bom produto ao mercado.

José Adauto de Almeida

Marumbi - Paraná - Extensão Rural
postado em 17/02/2017

Agora o governo (leia-se: Ministério da Agricultura) , conseguiu "cagar e sentar em cima" com a decisão de ABRIR a porteira para entrada de cafés de outros países. O problema principal não é o risco e entradas de novas pragas, mas sim a concorrência desleal que vai haver por causa do nosso ALTÍSSIMO CUSTO BRASIL frente custo da mão de obra no café , principalmente do VIETNà (salário de US 80,00 /mês no Vietnã contra  em torno de  US 302,00 no Brasil). Essa decisão vai quebrar os produtores de conilon e também produtores de arábica das montanhas pois acabam aumentando a porcentagem de conilon na mistura do torrado e moído ...e quem garante que não vai vir arábica no pacote? No café de montanha a mão de obra corresponde a mais de 50% do custo total. Para os industriais, o importante é o valor final da saca colocada na indústria...e dane-se os pequenos cafeicultores...e dane-se a parte social do Brasil.
Lamento muito esta decisão equivocada.

Otavio Pinheiro de Lima Pitta

Fundão - Espírito Santo - Produção de café
postado em 17/02/2017

Não consigo entender que o principal argumento usado pela indústria seja a escassez do produto ,uma vez que o preço do robusta vem sofrendo uma queda continuada o que sinaliza uma abundância do mercado. Acredito em manobra para aumento dos lucros da indústria . Precisamos ter bons preços para o produtor conseguir renovar suas lavouras.
Abraço
Otavio Pitta
Pequeno produtor do município de Fundao ES
E-mail pittaotavio@gmail.com

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