O café pode sofrer um aumento de preço no segundo semestre de 2017, devido os estoques do governo estarem zerados e os estoques de armazéns particulares do grão terem sofrido uma queda de 27% na última medição, em 31 de março, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic).
Foto: Gui Gomes/Café Editora
De acordo com o diretor executivo da instituição, Nathan Herszkowicz, como a safra atual não é grande, o mercado traduz essa ocorrência de preço, mas o aumento no valor não deve ser excessivo. "O aumento do valor do grão faz com que, consequentemente, haja aumento no café. Os preços devem se alterar, mas não será em valores exagerados", disse. A elevação, no entanto, ainda não chegou aos consumidores. E, quando chegar, o reflexo na xícara será pequeno.
As safras de café no Brasil apresentam uma característica típica em relação ao tamanho, produzindo mais em um ano e menos no outro. Em 2016, por exemplo, foram contabilizadas 50 milhões de sacas de 60 kg. A previsão para este ano é de 45,5 milhões, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).
Neste momento, os preços dos grãos de café estão estáveis e a tendência é que permaneçam assim, uma vez que os agricultores estão em colheita. Segundo o presidente da Cooperativa Agrícola da Zona do Jahu, em São Paulo, Carlos Nabuco de Araújo, a expectativa é de que o cenário mude no fim do ano. "O estoque tende a diminuir, pois o consumo está alto”, afirma. O café do tipo arábica produzido pela empresa é comercializado a R$ 440 a saca.
