Ximenes critica política do governo para o setor

O cafeicultor Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), disse em palestra no 9º Agrocafé que "o setor ainda está na idade da pedra. Se tiver duas cooperativas exportando em todo país é muito". "Em minha opinião, deveríamos mover uma ação contra o governo federal, que colocou os estoques à venda por US$ 30,00 a saca, zerando os estoques", diz indignado. "O café é um negócio essencialmente dolarizado. Com essa mal fadada política cambial, vamos buscar renda onde? Se não tivermos uma política bem feita para conseguirmos subsídios, correremos até o risco de ter que parar de produzir café".<br>

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O cafeicultor Gilson Ximenes, presidente do Conselho Nacional do Café (CNC), entidade que congrega 50 mil produtores responsáveis por 40% da produção nacional, mostrou-se profundamente preocupado com a política cambial brasileira, apontada por ele como uma das principais ameaças à sustentabilidade do negócio.

Ele atribui à manutenção do preço atual do café no mercado internacional ao cenário de escassez do produto. De 1980 a 2007, o faturamento do agronegócio mundial saltou de US$ 30 bilhões para US$ 80 bilhões, mas a fatia que fica com os produtores encolheu de US$ 9 bilhões para US$ 7,5 bilhões.

A explanação de Ximenes, no 9º Agrocafé, foi uma das mais polêmicas do primeiro dia do evento. Segundo ele, "o setor ainda está na idade da pedra. Se tiver duas cooperativas exportando em todo país é muito". "Em minha opinião, deveríamos mover uma ação contra o governo federal, que colocou os estoques à venda por US$ 30,00 a saca, zerando os estoques", diz indignado. "O café é um negócio essencialmente dolarizado. Com essa mal fadada política cambial, vamos buscar renda onde? Se não tivermos uma política bem feita para conseguirmos subsídios, correremos até o risco de ter que parar de produzir café", assinala Ximenes.

O presidente do CNC criticou também o fato de que todo o investimento tecnológico para aumento da produção, apesar da extinção dos marcos regulatórios do negócio na década de 1990, só favoreceu e beneficiou o consumidor. "O resultado disto é o maior nível de endividamento e inadimplência da cafeicultura brasileira. Um levantamento recente feito a pedido do governo federal indica que em Minas Gerais o volume de dívidas soma R$ 2 bilhões", contabiliza Ximenes. Dentre as soluções apontadas por ele está o aumento do limite do crédito do custeio, limitado atualmente em R$ 200 mil por CPF. Em outras culturas, a exemplo do milho, o teto de R$ 450 mil.

Durante sua exposição, o presidente do CNC chegou a defender uma ação mais dura para pressionar o governo federal a estabelecer políticas mais favoráveis ao produtor, a exemplo de uma ação indenizatória.

As informações são da assessoria do evento.
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Rafael Altoe Falqueto
RAFAEL ALTOE FALQUETO

VENDA NOVA DO IMIGRANTE - ESPÍRITO SANTO - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 05/03/2008

Concordo e tem meu total apoio!
juliano miranda piedade
JULIANO MIRANDA PIEDADE

TRÊS PONTAS - MINAS GERAIS - VAREJO

EM 05/03/2008

Parabéns pelo artigo. Precisamos de mais líderes como o Sr. Gilson Ximenes, que é cafeicultor como nós, sabe o que está falando e, logicamente está preocupado com a política cambial do governo. Não podemos adquirir insumos com o dólar em alta e vender nossa safra com o dólar em baixa.

Gostaria de saber se o governo tomará alguma providência a fim de acabar com o monopólio das empresas de fertilizantes que tomaram conta do país. Podem ter certeza de que, se o dólar voltar a subir, vai ser uma ótima desculpa para eles aumentarem o preço do adubo.