Volta dos compradores ao mercado elevam bolsas na semana

A volta dos compradores de café ao mercado depois das férias de final de ano e o ambiente melhor no mercado global com a atividade econômica, mesmo que em ritmo modesto, se expandindo nos EUA, levaram as bolsas de café a trabalharem em alta na semana passada.

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A volta dos compradores de café ao mercado depois das férias de final de ano e o ambiente melhor no mercado global com a atividade econômica, mesmo que em ritmo modesto, se expandindo nos EUA, levaram as bolsas de café a trabalharem em alta na semana passada.

O mercado físico brasileiro mostrou-se um pouco mais ativo e o número de negócios fechados não foi maior porque muitos produtores se recusaram a vender nas bases oferecidas pelos compradores. Com a inflação em alta e preços que consideram não remuneradores ante ao crescente custo de mão de obra e insumos, optam por vender apenas o necessário para as despesas do mês.

Preferem vender aos poucos, aguardando melhores preços, do que vender tudo e aplicar o resultado no mercado financeiro. Com a inflação se aproximando dos 6%, não se mostram animados com os juros pagos para aplicação financeira. Os juros reais pagos para financiamento de estocagem na safra 2012 com recursos do FUNCAFÉ facilitam a decisão de escoar a produção ao longo do ano-safra brasileiro.

O café, que até meados do século passado era responsável por mais de 50% de toda a receita cambial do Brasil, fechou 2012 como sexto item (apenas 6,7%) da pauta de exportações do agronegócio brasileiro. Os complexos: soja; carnes; sucroalcooleiro; produtos florestais; e, o de cereais, farinhas e suas preparações, faturam mais que o café nas exportações do agronegócio do Brasil, que continua sendo, com grande folga, o maior produtor e exportador de café do mundo.

Na semana que passou, o café na bolsa de Nova Iorque ICE subiu 295 pontos nos contratos para entrega em março próximo, ou US$ 3.91 (R$ 8,00) por saca. Em reais por saca, as cotações para entrega em março próximo na ICE fecharam no dia 11 a R$ 413,01/saca e na sexta-feira última, dia 18, a R$ 422,81/saca.

DÓLAR COMERCIAL DE SEXTA-FEIRA: R$ 2,045 PARA COMPRA.

As informações são da Agroclima, adaptadas pelo CaféPoint
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