Vilmondes Olegário prevê preços firmes

Para Olegário, os preços da <i>commodity</i> devem ficar mais firmes devido ao equilíbrio de oferta (117 milhões de sacas) e demanda (120 milhões de sacas) mundial.

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Segundo Vilmondes Olegário, diretor do Departamento do Café do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), o país deve exportar até o final do ano cerca de 26 milhões de sacas e o consumo interno dever ser de aproximadamente 16,5 milhões de sacas.

Com isso, a demanda por café seria de 42,5 milhões de sacas, ou seja, um pouco acima da previsão de produção 41,6 milhões de sacas, divulgada hoje. "O mercado vai estar abastecido pelos estoques dos anos anteriores", explicou.

Para Olegário, os preços da commodity devem ficar mais firmes devido ao equilíbrio de oferta (117 milhões de sacas) e demanda (120 milhões de sacas) mundial. A perspectiva de uma safra brasileira menor em 2007, devido a bianualidade e à estiagem prevista para os estados de São Paulo, Paraná, Espírito Santo, Sul de Minas Gerais e Rondônia, também deve contribuir para a manutenção do equilíbrio dos preços do café.

Segundo o diretor, com a expectativa da redução da próxima safra, o governo está implementado uma política anticíclica com o objetivo de deslocar a comercialização de uma parcela da produção desta safra para o ano que vem. "Com esse mecanismo anticíclico esperamos equilibrar as distorções ocasionadas pela bianualidade", afirmou.

Na semana passada, o governo anunciou a liberação de 1,58 bilhão para financiamento da colheita, estocagem e aquisição. Segundo Olegário, desse total, R$ 900 milhões já foram disponibilizados para os bancos.

As informações são da Divisão de Imprensa da Assessoria de Comunicação do Mapa.
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Ubaldino Dantas Machado
UBALDINO DANTAS MACHADO

LAVRAS - MINAS GERAIS - PROFISSIONAIS DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS

EM 02/09/2006

Prezado Vilmondes,

A implantação da política anticíclica, na intenção de equilibrar as distorções da bianualidade parece, a primeira vista, uma boa condução de logística

Todavia, para exatamente dar maior suporte técnico a essa solução, teremos que explicar de forma convincente e tecnicamente a bianualidade, uma vez que, essas distorções por um lado são fisiológicas e de alteração no metabolismo da planta, mas o fenômeno poderá deixar de ser simplesmente por uma alta produção e ainda partimos do principio que nossas plantas estão sempre na mesma fase de produção, isto é, a bianualidade está presente em toda a área de produção brasileira.

Por outro lado, a seca ou altas precipitações, ou ainda elevadas temperaturas poderão modificar a bianualidade para anualidade. Com isso, necessitamos de maiores investimentos na área da pesquisa e extensão rural para compreendermos melhor a bianualidade e, em conseqüência, uma proposta de comercialização mais segura e de forma permanente, para evitarmos medidas pontuais, depois que as distorções já ocorreram.