O Ministério da Indústria e Comércio solicitou que os processadores e exportadores do Vietnã apliquem o novo padrão de qualidade, TCVN 4193:2005, à qualidade do café exportado para minimizar a taxa de rejeição do produto.
O vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Luong Le Phuong, disse que apenas 10% dos exportadores de café, ou 1-2% do total dos exportadores, utilizam o novo padrão TCVN 4193:2005 para a exportação de café.
De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), 88% do café rejeitado no mundo de setembro de 2006 a março de 2007 vieram do Vietnã, o que representou um aumento de 19% na quantidade de café vietnamita rejeitado comparado com os seis meses anteriores.
Phuong disse que existem várias razões para que os exportadores não aceitem o novo padrão. Em primeiro lugar, não existe nenhum documento legal que diga que a aplicação do padrão seja compulsória. Os exportadores têm o direito de decidir se aplicam ou não o padrão.
A aplicação significa que as empresas terão que mudar todas as máquinas e processos de produção (compra, tratamento preliminar e embalagem), o que leva tempo e requer dinheiro. Além disso, muitos processadores de café já assinaram contratos de exportação com base em um padrão anterior (a qualidade do café é definida baseada em três critérios: umidade, porcentagem de grãos pretos e porcentagem de grãos quebrados). Os processadores estão preocupados que, se o novo padrão for aplicado agora, seu plano de exportação seria interrompido, porque teriam que classificar o café novamente de acordo com o novo padrão.
Existem dez países que consomem mais de três quartos das exportações de café do Vietnã, mas apenas quatro países compram o café a preços mais altos do que o preço médio, incluindo o Japão, Espanha e Coréia do Sul. Estes quatro países compraram 198,667 mil toneladas da última colheita, o que representou 25,76% do valor total das receitas de exportação de café.
Phuong disse ao Vietnan Economic Times que apesar da alta taxa de rejeição do café do Vietnã, o produto não é de baixa qualidade, mas sim, o problema está no padrão usado na classificação do café. O café rejeitado tem sido vendido a baixos preços e os compradores somente precisam classificar os produtos novamente, selecioná-lo para revendê-lo para obter lucros.
Ele disse que a única forma de melhorar esta situação é aplicar o padrão TCVN 4193:2005, pelo qual a classificação e avaliação da qualidade são definidas com base no número de grãos ruins em cada 300 gramas.
Vietnã quer aplicar novos padrões para exportação
O Ministério da Indústria e Comércio solicitou que os processadores e exportadores do Vietnã apliquem o novo padrão de qualidade, TCVN 4193:2005, à qualidade do café exportado para minimizar a taxa de rejeição do produto. O vice-ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural do Vietnã, Luong Le Phuong, disse que apenas 10% dos exportadores de café, ou 1-2% do total dos exportadores, utilizam o novo padrão TCVN 4193:2005 para a exportação de café.
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