Venezuela nacionaliza principais torrefadoras do país

A Venezuela nacionalizou na quarta-feira (11) uma das torrefadoras de café mais tradicionais do país e avança em negociações para tomar outra empresa líder após o mal-estar produzido entre a população devido a períodos de escassez de café esse ano.

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A Venezuela nacionalizou na quarta-feira (11) uma das torrefadoras de café mais tradicionais do país e avança em negociações para tomar outra empresa líder após o mal-estar produzido entre a população devido a períodos de escassez de café esse ano.

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, que tem nacionalizado as principais indústrias do país em seu plano de construir uma economia socialista, culpou os empresários "capitalistas e inescrupulosos" pelos surgimentos esporádicos de desabastecimento de alimentos e bens básicos.

Segundo os cafeicultores, a produção local caiu nos últimos anos devido aos controles de preços que derrubaram sua rentabilidade. Em agosto, Chávez prometeu nacionalizar a Fama de América e a Café Madrid, companhias que dominam o mercado e produzem duas das marcas mais reconhecidas do país.

"O Governo busca equilibrar a distribuição de café", disse o responsável pelos silos nacionais, Carlos Osorio, após a publicação do decreto de nacionalização da Fama de América na Gazeta Oficial de quarta-feira. A Venezuela negocia com os donos do Café Madrid a possibilidade de criar uma empresa mista com maioria estatal.

O Governo tomou as instalações de ambas as companhias depois de suas marcas começarem a desaparecer das prateleiras dos supermercados e acusou os empresários de contrabandear o café para a Colômbia para obter melhores preços pelo produto.

A Venezuela foi um dos principais exportadores de café até a indústria petroleira começar a dominar a economia da nação na década de 1920. Todavia, o país tem um café de grande qualidade, ainda que quase toda a produção seja consumida localmente.

A colheita de 2008/09, que terminou em março, deu entre 766,6 mil e 920 mil sacas de 60 quilos, contra 1,15 milhão de sacas em anos anteriores. A demanda venezuelana é de 1,15 milhão a 1,38 milhão de sacas, segundo fontes da indústria.

A reportagem é da Reuters, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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ANTONIO CARLOS SILVA
ANTONIO CARLOS SILVA

BOA ESPERANÇA - MINAS GERAIS - PRODUÇÃO DE CAFÉ

EM 13/11/2009

Melhor para o Brasil! Com o retardado do Chavez destruindo a Venezuela, logo eles terão que importar café e certamente não vai ser da Colômbia. Uma boa oportunidade para o nosso produto! Café neles!