Venezuela: indústria de café é afetada pela falta de matéria-prima

A indústria processadora de café da Venezuela opera atualmente abaixo de sua capacidade instalada porque não tem matéria-prima suficiente para manter a produção contínua. Há dois anos, as importações de café estão centralizadas através da Corporação de Abastecimento e Serviços Agrícolas (CASA), órgão pertencente ao Ministério da Alimentação, que também se encarrega de fornecer a matéria-prima, tanto às torrefadoras públicas, como para as privadas.

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A indústria processadora de café da Venezuela opera atualmente abaixo de sua capacidade instalada porque não tem matéria-prima suficiente para manter a produção contínua. Há dois anos, as importações de café estão centralizadas através da Corporação de Abastecimento e Serviços Agrícolas (CASA), órgão pertencente ao Ministério da Alimentação, que também se encarrega de fornecer a matéria-prima, tanto às torrefadoras públicas, como para as privadas.

O presidente da Associação Venezuelana da Indústria do Café (Asicaf), Nelson Moreno, informou que há três meses a CASA não despacha matéria-prima, de forma que as indústrias estão operando entre 30% a 40% abaixo de sua capacidade instalada.

Moreno disse que existe muita preocupação no setor por essa situação, pois nem O Ministério da Alimentação, nem a Corporação CASA informaram quando vão fornecer matéria-prima, ou se estão procurando as importações. "As importações são um enigma para a indústria que depende de CASA. Não nos deram nenhuma informação de quando vão despachar a matéria-prima e não sabemos se o café vai chegar ou não, e as indústrias não podem paralisar".

Ele disse que o café de produção nacional acabou há dois meses e, por isso, são necessárias as importações, porque a indústria está operando com o estoque de reserva, que tem matéria-prima somente para 30 dias. Para garantir o abastecimento do produto ao consumidor, a indústria tem priorizado os despachos aos supermercados e armazéns, mas não sabem por quanto tempo poderão seguir fazendo isso. Eles temem que se a questão das importações não se resolver em curto prazo, o abastecimento de café poderá ser afetado, pois estimam que as torrefadoras do Estado não podem atender todo o mercado.

Diante da falta de café, o setor industrial tem reduzido os despachos de café torrado para garantir o abastecimento dos supermercados e armazéns que são prioridade, o que derivou em uma queda de 50% nas vendas de café em cafeterias.

A reportagem é do El Universal, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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