Vendedores ficam retraídos com preços em queda

As cotações do arábica seguem em movimento de queda, registrando fortes desvalorizações nesta segunda-feira (04) tanto nas bolsas de futuros como no mercado interno. Em Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve queda de 860 pontos, fechando a 172,50 centavos de dólar por libra-peso. A recente desvalorização é atribuída à melhora nas condições climáticas no Brasil. No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 309,39, com desvalorização de R$ 10,91 (Cepea/Esalq). Segundo Edson Koshiba, da Pleno Corretora, a queda nas cotações de NY deixou o mercado com poucos negócios.

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As cotações do arábica seguem em movimento de queda, registrando fortes desvalorizações nesta segunda-feira (04) tanto nas bolsas de futuros como no mercado interno.

Em Nova York, o primeiro vencimento dezembro/10, teve queda de 860 pontos, fechando a 172,50 centavos de dólar por libra-peso. Os contratos para março/11 terminaram o pregão a 174,30 centavos de dólar por libra-peso, com desvalorização de 850 pontos frente às cotações de sexta-feira (01).

Gráfico 1. Contrato café, ICE Futures U.S.

Figura 1


Esse patamar de preços não era visto desde o final de agosto. A recente desvalorização é atribuída à melhora nas condições climáticas no Brasil. O longo período de seca abriu espaço para as chuvas que chegaram às principais regiões produtoras do país na semana passada e já estão garantindo a formação das primeiras floradas. Além disso, os cafés da América Central já começam a chegar no mercado.

"Acredito que ainda exista espaço para quedas. Se o mercado continuar caindo e for abaixo de US$ 1,70 pode haver um novo movimento de vendas mantendo as cotações em uma faixa entre US$ 1,60 e US$ 1,65 por libra-peso", afirma Rodrigo Costa, analista da Newedge em Nova York.
Mesmo com a queda acumulada nos últimos dias, os fundamentos para o mercado do café ainda são fortes o suficiente para justificar uma valorização de 26,7% em 2010. No acumulado dos últimos 12 meses, os preços em Nova York têm alta de 31,4%, entre outros fatores porque a demanda por café no mundo cresce acima da produção global.
Um exemplo é o próprio Brasil. No ciclo 2010/11, que acabou de ser colhida, foram produzidas, segundo a (Conab), 47,04 milhões de sacas, para atender a um consumo interno de quase 20 milhões e exportações superiores a 27 milhões de sacas. Para 2011/12, a demanda pelo café brasileiro tende a crescer, mas a oferta pode cair de 15% a 20% devido ao ciclo de baixa da bienalidade da cultura.

A BM&FBovespa acompanhou Nova York e encerrou o pregão em queda. O vencimento dezembro/10 teve forte queda de US$ 10,60, fechando a US$ 204,55 a saca. Os contratos com vencimento março/11 registraram desvalorização de US$ 9,25, fechando a US$ 206,55 a saca.

Na bolsa de Londres (Liffe) as cotações para o robusta, que vinham registrando alta, também iniciaram a semana em queda. O contrato novembro/10 teve queda de 91 pontos, sendo cotado a US$ 1.634/toneladas.

Segundo a Bloomberg, o café robusta caiu e atingiu seu menor valor em quase seis meses em Londres com melhores estimativas para a safra no Vietnã, o maior produtor da variedade, reduzindo a preocupação de que os estoques poderiam ser menores do que a demanda.

Tabela 1. Comparativos das principais Bolsas de café

Figura 2


Dólar

O dólar (PTAX) encerrou a segunda-feira com alta de 0,42%, sendo cotado a R$ 1,6874.

Gráfico 2. Cotação do dólar (R$)

Figura 3


Mercado físico

No mercado físico, a saca de 60 quilos do café arábica foi cotada a R$ 309,39, com desvalorização de R$ 10,91, segundo o indicador Cepea/Esalq.

Segundo Edson Koshiba, da Pleno Corretora, a queda nas cotações de NY deixou o mercado com poucos negócios. "Vendedores agora estão preocupados quanto ao retorno do mercado até final do ano. Muitos produtores não acreditavam que o mercado pudesse cair com as chuvas e floradas", completou ele.

Utilize o formulário para troca de informações sobre o mercado de café, informando preços e o que está acontecendo no mercado de sua região.

Gráfico 2. Indicador Cepea/Esalq - arábica

Figura 4


Tabela 2. Principais Indicadores e cotação do Dólar

Figura 5


Acesse a tabela completa das cotações dos mercados futuro e físico aqui

Natália Fernandes, Equipe CaféPoint, com informações do jornal Valor Econômico
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