Venda direta de café especial brasileiro ganha espaço

Essa nova forma de comercialização é reflexo do aumento da exigência por parte dos consumidores e do crescimento do mercado de cafés especiais. Estimativas apontam que o consumo desse tipo de produto aumenta a taxas entre 10% e 15% por ano no mundo.

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Ter a informação e a certificação de que um determinado café especial foi produzido seguindo os passos que fazem dele uma bebida diferenciada já não é suficiente para algumas torrefadoras internacionais. Segundo o Valor, algumas empresas têm optado por comprar o café diretamente de fazendas no Brasil e, para isso, enviado seus compradores às propriedades para conhecer o produto que vão processar e comercializar.

Essa nova forma de comercialização é reflexo do aumento da exigência por parte dos consumidores e do crescimento do mercado de cafés especiais. Estimativas apontam que o consumo desse tipo de produto aumenta a taxas entre 10% e 15% por ano no mundo. Nesse cenário, o café especial brasileiro - finalmente reconhecido - ganha espaço, inclusive com a comercialização direta, que permite ao produtor vender a preços mais vantajosos.

Ainda que a maior parte das vendas externas de cafés especiais não seja feita diretamente dos produtores para os torrefadores, cerca de 70% das exportações do grão são feitas em nome das fazendas, agregando valor ao produto, de acordo com a Associação Brasileira de Cafés Especiais (BSCA, na sigla em inglês).

De acordo com o Valor, embora venha ganhando importância no mercado, o consumo de cafés especiais no Brasil ainda é pequeno. Das mais de 20 milhões de sacas de café consumidas internamente, apenas 500 mil sacas são dessa categoria. E das 30 milhões de sacas que o Brasil exporta, apenas entre 1 milhão e 1,5 milhão de sacas são de cafés especiais, estima Javier Faus Neto, presidente da BSCA.

No entanto, o produtor de cafés especiais tem sempre a chance de obter maior rentabilidade mesmo em tempos de preços baixos no mercado internacional, dizem especialistas. A referência para os preços também é a bolsa de Nova York, mas o café especial é sempre negociado com prêmios. Atualmente, os brasileiros conseguem uma média de 40 centavos de dólar por libra-peso de ágio sobre os preços de Nova York, ou cerca de US$ 52 por saca, segundo João Staut, diretor da Qualicafex.

As informações são do Valor Econômico, resumidas e adaptadas pelo CafePoint.

Leia a matéria na íntegra: http://bit.ly/MtQXVY
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