Unicafé: PIS/Cofins prejudica exportação que deve ser retomada em 2011

O exportador Jair Coser, da Unicafé, informou que a sua empresa deve retomar este ano o nível de exportação de 2009, quando embarcou cerca de 2,1 milhões de sacas de 60 quilos. Em 2010, a Unicafé exportou perto de 1,6 milhão de sacas.

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O exportador Jair Coser, da Unicafé, informou que a sua empresa deve retomar este ano o nível de exportação de 2009, quando embarcou cerca de 2,1 milhões de sacas de 60 quilos. Em 2010, a Unicafé exportou perto de 1,6 milhão de sacas. Coser participou ontem (31), do 4º Fórum do Café, promovido pelo Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé), em São Paulo.

Segundo o exportador, a Unicafé perdeu espaço no mercado por questão tributária, em particular o PIS/Cofins, que reduzia a competitividade ante concorrentes. "Uma medida provisória deverá ser assinada em breve para garantir isonomia no setor", prevê.

Atualmente, exportadores tradicionais, sem outros tipos de atividade, recolhem o PIS/Cofins, mas não têm como se beneficiar do crédito. Um exportador que tenha outra atividade, como torrefação, por exemplo, pode se valer do crédito do PIS/Cofins para abater outros tributos.

O exportador lamenta, ainda, a situação do câmbio, com o real fortalecido ante o dólar. "Deixaremos de ser grande exportador para virarmos grande importador. Será um desastre", afirma.

Com relação à produção de café, Coser informa que o futuro está no Brasil. Ele cita que o consumo global da bebida cresce 2,5% ao ano. "Em dez anos precisaremos de 25 milhões de sacas. Só o Brasil tem condições de suprir essa demanda", garante.

Competitividade do café brasileiro

O vice-presidente da empresa japonesa Ueshima Coffee (UCC), Masaro Ueshima, maior importador de café da Ásia, diz que apesar da alta dos preços do grão, o Brasil ainda é competitivo em relação a outros países produtores. A UCC importa anualmente cerca de um milhão de sacas de café do Brasil, de altíssima qualidade, volume que tem se mantido estável nos últimos anos.

De acordo com Ueshima, a qualidade do café brasileiro tem correspondido às necessidades dos japoneses. "O Japão é rigoroso [em termos de qualidade] e o café brasileiro tem melhorado cada vez mais".

O grão nacional representa perto de 40% do total comprado pela empresa japonesa. Ueshima ressalta, no entanto, que existe preocupação com a alta das cotações internacionais do café.

"O consumidor tende a substituir o produto por outros tipos de bebida", explicou ele.

A matéria é da Agência Estado, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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