A Unicafé, maior exportadora de café do mundo, prevê fechar 2008 com faturamento de cerca de US$ 300 milhões, montante que se manteve estável em relação à receita do ano de 2007. Segundo o presidente da empresa, Jair Coser, a relação entre o preço do café e a cotação da moeda americana foi fator fundamental para manter o equilíbrio das contas no setor.
No início do ano, explicou, a desvalorização do dólar, que desfavorece setores exportadores, foi compensada pelos altos preços das commodities agrícolas. A partir do terceiro trimestre, quando a crise financeira internacional se agravou, o movimento - tanto da cotação do dólar, quanto do preço do café - foi inverso.
"Neste fim de ano, a cotação do dólar está compensando o barateamento do café. No início do ano foi o contrário. A saca de café de janeiro a outubro, por exemplo, esteve, em média, em US$ 160. Atualmente, ela está em US$ 110, uma redução em torno de 30%", afirmou Coser. Segundo ele, para 2009 o panorama do setor será semelhante ao do final deste ano. O empresário não detalhou valores de faturamento nem percentuais de crescimento estimados para a Unicafé, mas destacou, contudo, que os preços ainda estão fora da realidade.
Na opinião de Coser, é de responsabilidade do governo manter a saca do produto em patamares favoráveis aos produtores. "A saca por US$ 120 seria um bom começo. Além da relação entre preço do café e a cotação do dólar, temos de levar em consideração que o adubo, o frete e a mão-de-obra estão mais caros, e não há sinais de que passarão a custar menos", explicou o presidente da Unicafé.
"Estamos na contramão da economia mundial. Todos países do mundo reduziram seus juros como o Japão, onde os juros são zero. Nos Estados Unidos, a taxa também está perto de zero. Às vezes, me pergunto se economia do mundo estaria nas mãos de incompetentes e a nossa nas mãos de gênios. Não sei se estamos certos em ter as taxas de juros mais alta do mundo ou se eles, que têm as menores taxas de juros do mundo. Alguém está errado. E acho que somos nós", disse.
Exportação
Coser lembrou que nos últimos cinco anos, sua empresa, que exporta para 41 países, produziu 2 milhões de sacas por ano. Ele disse também que em 40 anos de existência, a Unicafé produziu o equivalente a 65 milhões de sacas do grão a um preço médio de US$ 117 a cada, o que gerou faturamento em torno de US$ 7 bilhões no período.
"Quando começamos lá em Vitória, no primeiro ano de exportações, vendemos somente 11 mil sacas ao exterior, uma quantidade que considero baixa. O restante da produção nós tentamos vender no mercado capixaba. O problema era que a gente ouvia dos exportadores que o preço do nosso produto estava caro. Muitos deles desdenharam do nosso negócio, mas tínhamos que ganhar dinheiro de alguma forma, e aquela era a única. Na ocasião eu disse para mim mesmo que eles ainda iriam me pagar. Não deu outra. Hoje eles estão falidos e eu sou o maior exportador de café do mundo", comemorou Coser. As informações são de Lucas vettorazzo, do Jornal do Commercio.
Unicafé mantém faturamento em US$ 300 milhões
A Unicafé, maior exportadora de café do mundo, prevê fechar 2008 com faturamento de cerca de US$ 300 milhões, montante que se manteve estável em relação à receita do ano de 2007. Segundo o presidente da empresa, Jair Coser, a relação entre o preço do café e a cotação da moeda americana foi fator fundamental para manter o equilíbrio das contas no setor.
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