Uganda: renovação da indústria começa dar resultado

Os esforços de Uganda para reviver o país como uma força na produção de café estão "gerando frutos", com a produção devendo dobrar com relação aos níveis de cinco anos atrás, os menores desde pelo menos os anos 50.

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Os esforços de Uganda para reviver o país como uma força na produção de café estão "gerando frutos", com a produção devendo dobrar com relação aos níveis de cinco anos atrás, os menores desde pelo menos os anos 50.

Um plano de cinco partes, que se estende desde pesquisas de novas variedades de robusta ao desenvolvimento de marcas especiais pelo país africano para recuperar sua posição no comércio global de café verá a produção de arábica e de robusta aumentar para 3,3 milhões de sacas em 2010/11. As exportações atingirão a marca de 2,8 milhões de sacas, novamente dobrando os níveis de 2005-06, e suficiente para reviver a participação do país no comércio global para quase 3%, disseram oficiais dos Estados Unidos.

Embora isso ainda seja metade da participação de Uganda no começo dos anos setenta, quando o país era superior ao Vietnã, hoje o segundo maior produtor e comerciante de café do mundo, representa uma renovação significante com relação à queda relacionada às práticas antigas de produção e a disseminação de doenças nos cafezais.

"A iniciativa da política do Governo do país pode estar rendendo frutos", disseram os oficiais. O plano de renovação, chamado de Manifesto 2006-11, visa triplicar para 1,5 toneladas por hectare a produção de grãos robusta de Uganda, que é o maior produtor desse grão da África e o sexto maior do mundo.

Central a essa estratégia está o desenvolvimento de variedades resistentes à wilt disease (traqueomicose), infecção fúngica fatal, que no auge do último surto infectou quase metade dos cafezais do país. Sete novas variedades estão sendo investigadas. A doença tem atraído mais atenção ao café arábica, que tem se mostrado mais resistente, além de obterem melhores preços.

"As exportações de café robusta continuam dominando, mas os arábicas podem ganhar espaço, apoiadas em grande parte pelo preço diferencial com relação aos robustas, que são comercializados a um terço do preço dos arábicas vendidos nos mercados da América do Norte e da Europa".

O café tem sido, historicamente, responsável por mais da metade dos lucros de exportação de Uganda, com algodão, chá e tabaco sendo outros produtos importantes.

A reportagem é do Agrimoney, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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