Uganda: preço do combustível prejudica exportação

As exportações de café de Uganda estão enfrentando maiores custos de processamento e transporte devido aos maiores custos dos combustíveis no mercado local, disse a Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA). O conflito no Oriente Médio está aumentando os preços locais de combustíveis e aumentando os custos dos exportadores.

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As exportações de café de Uganda estão enfrentando maiores custos de processamento e transporte devido aos maiores custos dos combustíveis no mercado local, disse a Autoridade de Desenvolvimento de Café do país (UCDA). O conflito no Oriente Médio está aumentando os preços locais de combustíveis e aumentando os custos dos exportadores.

"Os preços dos combustíveis estão aumentando diariamente", disse um oficial da UCDA, acrescentando que isso é particularmente pertinente ao setor de café, já que os grãos precisam ser transportados de áreas remotas. Além disso, os exportadores de Uganda também dependem de plantas térmicas que usam combustível para processar e classificar os grãos para exportação.

Um aumento de pelo menos 40% nos preços locais dos combustíveis desde fevereiro está prejudicando especialmente os exportadores de café de Uganda que precisam transportar o produto do país, que não tem saída para o mar, para o porto de Quenis de Mombasa. Essa jornada de cerca de 900 quilômetros de Kampala precisa ser paga pelos exportadores, que não podem cobrar de seus compradores externos, porque eles cotam preços indicativos baseados em transporte gratuito de Kampala a Mombasa.

A Uganda, que é o maior produtor de café robusta da África, envia cerca de 8.400 sacas de café todos os dias através de Mombasa para a Europa, Ásia e Estados Unidos. Os oficiais comerciais temem que os exportadores repassem seus custos extras aos produtores, o que pode prejudicar a produção e a atual campanha de crescimento na produção do país, que quer aumentar para 4,5 milhões de sacas de 60 quilos até 2015. Menores preços desestimulam os produtores a cultivarem o produto.

Na campanha de produção de café, a UCDA está implementando um programa de replantio no país para substituir as plantas velhas e menos produtivas, bem como os cerca de 130 milhões de cafezais destruídos pela wilt disease (traqueomicose) desde 1993.

A reportagem é do Dow Jones Newswires, traduzida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
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