Os exportadores de café de Uganda ainda estão segurando seus produtos em vários depósitos do país devido à violência pós-eleição no Quênia, principal rota de exportação do produtos, disseram oficiais do comércio ao Dow Jones Newswires.
Um oficial da Kyagalanyi Coffee Ltd., maior exportadora de café da Uganda, disse que a companhia ainda está segurando seus estoques de café esperando que a situação acalme no Quênia antes de retomar as exportações. Outros exportadores de café também disseram ter suspendido as exportações por causa da violência.
A Uganda, maior produtor de café robusta da África, exporta mais de 75% de seu café por meio do porto de Mombasa no Quênia. Entretanto, após o anúncio de Mwai Kibaki, vencedor na eleição presidencial ocorrida no Quênia em 27 de dezembro, violentos protestos têm sido feitos no país, com as principais estradas sendo bloqueadas.
Entretanto, as exportações de café de Uganda a mercados como o Sudão estão ocorrendo sem dificuldades. A Uganda exporta cerca de 20% de seu café a este país.
O porta-voz da Autoridade de Desenvolvimento do Café de Uganda, David Kiwanuka, disse que o setor deverá discutir a situação do Quênia em uma tentativa de encontrar soluções adequadas.
A principal colheita de café de Uganda, nas regiões central e oriental, está atualmente em seu pico após a redução das chuvas torrenciais que prejudicaram a colheita em novembro. A região produz 55% da produção anual de café do país.
A produção de café da safra de 2007-08 (outubro de 2007 a setembro de 2008) deverá atingir o volume de 2,8 milhões de sacas de 60 quilos comparado com as 2,7 milhões de sacas na safra anterior devido ao clima favorável. O café robusta representa 80% da produção anual de café do país.
Uganda: exportações paradas pela violência no Quênia
Os exportadores de café de Uganda ainda estão segurando seus produtos em vários depósitos do país devido à violência pós-eleição no Quênia, principal rota de exportação do produtos. Um oficial da Kyagalanyi Coffee Ltd., maior exportadora de café da Uganda, disse que a companhia ainda está segurando seus estoques de café esperando que a situação acalme no Quênia antes de retomar as exportações. Outros exportadores de café também disseram ter suspendido as exportações por causa da violência.
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