O ritmo de variação média dos preços agropecuário manteve sua tendência de queda para o produtor rural, em março. Nesse mês, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agrícolas ficou negativo em 1,75%. Em fevereiro, a queda tinha sido de 0,86. Segundo pesquisa feita pelo Departamento de Administração e Economia (DAE) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), são levantados os preços de 42 produtos.
De acordo com os responsáveis pela análise, o resultado se deu, em parte, devido à queda nos preços dos grãos. A cotação do café caiu 7,38%; o milho ficou mais barato para o produtor 1,18% e o preço pago pelo feijão foi o que teve a maior baixa no mês, de 12,80%.
Já os preços pagos aos pecuaristas pelos leites tipo C e tipo B tiveram uma recuperação em março, ao contrário do que aconteceu em fevereiro. Nesse mês, o preço do leite tipo C teve alta de 1,75% e o do tipo B, aumento de 2,94%. No caso dos preços pagos pelos insumos agrícolas, medidos pelo Índice de Preços Pagos (IPP), a variação em março foi positiva em 0,72%, o mesmo acontecendo em fevereiro, quando os insumos subiram 3,59%.
Para estes insumos, são pesquisados 187 produtos e, entre estes, as principais altas ocorreram nos setores de adubos (7,25%), de rações (5,39%), de formicidas (5,87%) e de vermífugos, com alta de 2,52%. As maiores quedas dos insumos ficaram concentradas nos preços médios dos antibióticos (-4,14%), dos fungicidas (-2,73%) e dos herbicidas, com queda de 2,14%.
O Índice de Preços Recebidos (IPR) estima a renda do setor rural e o Índice de Preços Pagos (IPP) reflete a variação dos custos de produção desse segmento. Comenta o prof. Ricardo Reis, coordenador do levantamento dos índices de preços agrícolas, que esta queda nos preços dos alimentos no campo também chegou ao consumidor. Em março, o índice de inflação calculado pela UFLA registrou deflação (queda na média dos preços pesquisados) e foi puxada pelos alimentos, principalmente arroz, feijão e carnes.
Para Reis, esse comportamento de baixas nas cotações dos preços dos alimentos, seja no campo como no varejo, está, em parte, associado à crise financeira. As incertezas do consumidor quanto à capacidade de manutenção de renda, trabalho e o próprio endividamento contraído no passado estão levando-os a gastar menos e, num segmento integrado como acontece na cadeia produtiva agrícola, tem um efeito dominó, refletindo nos preços dos produtos agrícolas no campo.
As informações são do Departamento de Administração e Economia da Ufla, resumidas pela Equipe AgriPoint.
Ufla: renda agrícola continua em queda
O ritmo de variação média dos preços agropecuário manteve sua tendência de queda para o produtor rural, em março. Nesse mês, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agrícolas ficou negativo em 1,75%. Em fevereiro, a queda tinha sido de 0,86. Segundo pesquisa feita pelo Departamento de Administração e Economia (DAE) da Universidade Federal de Lavras (UFLA), são levantados os preços de 42 produtos.
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