UFLA: preços recebidos pelo produtor superam os custos

Segundo a Universidade Federal de Lavras, o ano começou com uma perspectiva diferente da verificada em 2008, quando os preços dos insumos aumentaram e os preços pagos ao produtor caíram. No ano passado, os custos para produzir no setor agrícola superaram os preços pagos ao produtor rural pela venda de seus principais produtos. Ou seja, o produtor rural obteve prejuízo com a venda dos seus produtos.

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O Departamento de Administração e Economia da Universidade Federal de Lavras (DAE/UFLA) divulgou ontem os Índices de Preços Agrícolas de janeiro quando constatou queda nos custos de produção e aumento nos preços pagos ao produtor rural.

Segundo a entidade, o ano começou com uma perspectiva diferente da verificada em 2008, quando os preços dos insumos aumentaram e os preços pagos ao produtor caíram. No ano passado, a pesquisa mostrou que os custos para produzir, no setor agrícola, superaram, em média, os preços pagos ao produtor rural pela venda de seus principais produtos. Ou seja, o produtor rural obteve prejuízo no cálculo do quanto ganhou com a venda dos seus produtos e do que gastou para produzir.

No acumulado do ano de 2008, o Índice de Preços Recebidos (IPR) pela venda dos produtos agropecuários teve alta de 3,88%, enquanto o Índice de Preços Pagos (IPP) pelos insumos agrícolas aumentou 9,85%. Esses índices estimam a variação da renda agrícola e o comportamento dos custos de produção do setor, respectivamente. A pesquisa do DAE/UFLA faz o levantamento mensal de 42 produtos e 187 insumos agropecuários.

Em janeiro deste ano, houve queda nos custos de produção, puxada pelos fertilizantes, rações e outros derivados da petroquímica. Depois de um ano de muita alta, os preços dos fertilizantes seguem em queda. Mas, essa queda é mais lenta que a verificada em dezembro, quando a cotação começou a cair, ficando mais barata 15,64% naquele mês; agora caiu 0,01%. Já o preço médio das rações teve redução de 1,04%; os herbicidas ficaram mais baratos 5,27% no mês, o mesmo acontecendo com os vermífugos: -9,54%. E as vacinas, queda média de 0,51%. Com isso, o Índice de Preços Pagos (IPP) em janeiro fechou o mês com uma queda de 0,45%.

No caso dos produtos agrícolas vendidos pelo produtor rural, o Índice de Preços Recebidos (IPR) sinalizou uma melhora em relação ao mês passado, ficando com +2,56% em janeiro. Neste caso, a renda do setor foi puxada pelas altas do café (8,59%), da banana (17,95%), do tomate (50%) e da laranja (24,66%). De maneira geral, os hortifrutigranjeiros tiveram alta, em janeiro, de 20,21%.

Mas, nem tudo foi favorável ao produtor agrícola, principalmente aos pecuaristas, que receberam menos pela venda do leite tipo C (-9,92%) e pelo leite tipo B (-3,08%). A pesquisa também registrou quedas nos preços do arroz, de 5,0%, e também do feijão, -13,41%. Já o preço do milho se manteve estável em comparação com o mês anterior. As informações são do jornal Hoje em dia, de Minas Gerais.
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Welington Geraldo Rosa
WELINGTON GERALDO ROSA

ALPINÓPOLIS - MINAS GERAIS

EM 27/01/2009

Nesta balança dos preços agrícolas, o café é sem dúvida uma das comodities que mais sofreu perdas neste período de alta dos insumos, redução do rendimento, falta de mão de obra, etc.

Os preços pagos aos produtores estão longe dos custos de produção. Este título está longe de servir ao café.