Segundo o pesquisador, o trabalho consiste em verificar a qualidade da pulverização e a quantidade de produtos usados para o controle do bicho-mineiro. “A nossa pretensão é reduzir o volume de calda e manter a boa qualidade e a boa distribuição na planta”, conta Thiago.
De acordo com informações da Abacafé, a primeira fase da pesquisa já foi concluída. Thiago explica os passos a serem seguidos a partir de então: “Retornaremos à propriedade e faremos a aplicação do produto que tenha uma eficiência significativa com os volumes diferentes”. Os volumes iniciais aplicados variam em torno de 46 litros por hectare, 100 litros, 130 litros e por último, 280 litros.
Após a aplicação, será feito o acompanhamento quinzenal num período de dois meses por meio de amostragem. O objetivo desta fase é observar a eficiência do produto aplicado e se o mesmo causou algum dano à fauna benéfica. Thiago diz esperar que os resultados indiquem um volume que seja menor do que o habitual e eficiente no controle da praga, e que não tenha prejudicado a fauna benéfica.
O presidente da Abacafé, Marcos Pimenta, acredita que a pesquisa levantada por Thiago é de extrema importância para os produtores da região. “Acreditamos que este trabalho vai trazer soluções para o manejo do bicho mineiro e, consequentemente ajudar a nossa cafeicultura a ser cada vez mais sustentável”, conta Marcos.