Torrefadoras buscam o café perfeito

"Comércio direto" é o nome mais popular para o estilo de negócio praticado por essas companhias de café. Significa, simplesmente, que as torrefadoras compram o café diretamente das fazendas e cooperativas que os cultivam.

Publicado por: CaféPoint

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O proprietário da Stumptown Coffee Roasters, em Portland, Oregon, Duane Sorenson, está disposto a buscar o café perfeito. Para os funcionários da Stumptown e de concorrentes amistosos como a Intelligentsia Coffee Roasters and Tea Traders, de Chicago, e a Counter Culture Coffee, de Durham, Carolina do Norte, longas viagens a fazendas distantes para reuniões sem retorno imediato são passos necessários rumo a uma meta maior: reinventar o setor de café.

"Essas pessoas têm uma capacidade quase inacreditável de localizar cafés singulares, únicos", disse o editor do site coffeegeek.com, Mark Prince. "Comércio direto" é o nome mais popular para o estilo de negócio praticado por essas companhias de café. Significa, simplesmente, que as torrefadoras compram o café diretamente das fazendas e cooperativas que os cultivam.

Dedicando meses a contatos com os produtores, as torrefadoras procuram oferecer café produzido da melhor maneira possível, adquirido responsavelmente e torrado cuidadosamente. O objetivo é, simplesmente, obter o melhor café possível. "Trata-se na verdade de uma exploração do sabor do café", definiu George Howell. Ele, que dirige a George Howell Coffee, uma torrefadora de Acton, Massachusetts, esteve envolvido em praticamente todos os avanços do mercado de café de alta qualidade desde que ele começou no setor, em 1974.

"Nós estamos encontrando sabores jamais experimentados, com componentes florais e frutíferos em cafés novos, de paladar límpido. Esses são sabores que terminaram perdidos ou diluídos pelos velhos métodos de combinar todas as variedades de café em um composto médio", disse Howell.

O co-proprietário e diretor de café da Counter Culture Coffee, Peter Giuliano, por exemplo, encontrou em uma fazenda centro-americana uma plantação de café da variedade gueixa - conhecida por produzir grãos de qualidade excepcionalmente elevada. Este ano, o Esmeralda Especial, um café panamenho produzido apenas com grãos gueixa, obteve os maiores preços registrados nos leilões de café.

O mais freqüente é que as torrefadoras se conectem aos cafeicultores por meio de competições de sabor. A mais prestigiosa delas é a Copa da Excelência, uma competição anual organizada em oito países produtores de café por uma organização norte-americana sem fins lucrativos. Ao final, os organizadores leiloam os cafés participantes online, com participação de interessados de todo o mundo, e a disputa pelos melhores grãos é feroz, informou notícia do Invertia.
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