O Brasil é o maior produtor mundial e detentor do segundo mercado consumidor da bebida em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e desfruta de grande credibilidade no cenário cafeeiro devido à qualidade dos grãos semeados em território nacional. No entanto, são necessárias melhorias na infra-estrutura e na logística para a movimentação do produto, com a intenção de reduzir os preços de produção e aumentar a produtividade dos fabricantes.
Atualmente, grande parte da exportação de café, assim como açúcar e até soja, está migrando para o contêiner, numa espécie de "tendência de conteinerização" de cargas que antes eram transportadas soltas, no porão dos navios. O preço de um cofre de 20 pés - simples ou dry box - gira entre U$ 10 e 15 mil e necessita de cuidados especiais. Os contêineres utilizados para esse fim não podem apresentar nenhum tipo de cheiro nem ter transportado, anteriormente, alguma substância química, devido ao risco de prejudicar a qualidade da mercadoria.
Conforme lamenta o consultor da AgriCafé, Sílvio Leite, a realidade brasileira no segmento é composta por preços bons e lucratividade péssima. Além disso, o Brasil enfrenta forte concorrência na Ásia, já que Vietnã e China produzem mais a cada dia. Neste ano, as exportações brasileiras de café registram aumento da receita, mas também uma queda no número de sacas enviadas ao exterior.
O acumulado de janeiro a agosto deste ano, segundo estatísticas do Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé), em comparação ao mesmo período de 2007, registra queda de 6% no volume total - abrangendo os tipos arábica, verde, solúvel e robusta. No entanto, a receita cresceu 14,2%, já que, até o momento, em 2008 os exportadores lucraram U$ 2.772.808, contra U$ 2.427.721 do ano anterior. No último mês de agosto, essa variação se confirmou, com redução de 3,1% de sacas exportadas e acréscimo de 18,6% na receita.
O presidente do Conselho Nacional do Café, Gilson José Ximenes Abreu, já criticou, em diversas ocasiões, o fato de o investimento tecnológico no setor ter beneficiado apenas o consumidor. Ele argumenta que a cafeicultura nacional enfrenta um grande endividamento e até inadimplência no pagamento de seus custos, apontando que somente no estado de Minas Gerais o volume de dívidas ultrapassa R$ 2 bilhões.
Minas Gerais, inclusive, é o grande pólo produtor de café em território brasileiro, responsável por mais de 50% dos grãos colhidos no País. A maior parte da mercadoria - cerca de 65% - que tem a exportação como destino converge para o Porto de Santos, o maior da América Latina. São poucos os produtores da mercadoria que atuam como exportador. Na maior parte dos casos, quem produz vende a carga para uma empresa exportadora, que se incumbe pelas demais partes do processo logístico.
Assim, o fato de o café ser um produto bastante requisitado no exterior e com clientes nas mais diferentes partes do globo tem atraído cada vez mais investimentos de terminais na movimentação da carga. Ao comercializar o café, acaba-se lidando com muitos armadores, o que possibilita a abertura de mais negócios para o terminal. Neste ano, de acordo com informações do Cecafé, os principais países de destino do café verde brasileiro são Alemanha (2.779.356 sacas de 60kg) e Estados Unidos (2.548.457).
Ainda acima da faixa de um milhão de sacas aparecem Itália, Bélgica e Japão, mostrando o poderio do café, que proporciona bons negócios na Europa, na América e também na Ásia. A matéria, de Bruno Merlin foi publicada no canal PortoGente, resumida e adaptada pela Equipe CaféPoint.
Terminais apostam na exportação de café
O Brasil é o maior produtor mundial e detentor do segundo mercado consumidor da bebida em todo o mundo, atrás apenas dos Estados Unidos, e desfruta de grande credibilidade no cenário cafeeiro devido à qualidade dos grãos semeados em território nacional. No entanto, são necessárias melhorias na infra-estrutura e na logística para a movimentação do produto, com a intenção de reduzir os preços de produção e aumentar a produtividade dos fabricantes.
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